terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Confissão - IJ

Jamais procurei encobrir as minhas faltas, como fazem algumas pessoas, nem escondi no coração os meus pecados. Jó 31:33

−Eu não fiz nada disso! – Jamile negava, mesmo diante de tantas evidências.

− Queremos ajudá-la, filha – disse o pai. – Entretanto, para isso precisamos saber o que está acontecendo com você.

− Eu não preciso de ajuda – ela respondeu nervosa. – Não está acontecendo nada comigo e não estou fazendo nada de errado.

Era mentira de Jamile. Ela estava se envolvendo com uma gangue que a levava para um caminho totalmente oposto à educação que havia recebido.

Em outra casa, distante dali, Pedro abria o coração ao pai:

− Eu preciso de ajuda, pai! Estou envolvido com drogas e não vou conseguir sair sozinho.

O pai abraçou o filho e lhe deu vários conselhos. Seria uma longa jornada, mas Pedro se veria livre das drogas e de outros grandes problemas que acompanhavam o vício.

A ajuda só é efetiva para aqueles que não encobrem suas falhas e erros; pois, como disse Benjamim Franklin, “quem não quer ser aconselhado, não pode ser ajudado”. É impossível socorrer alguém que não quer ser auxiliado. Por isso, a confissão é fundamental.
Esconder os erros é uma reação imediata e natural. Dificilmente alguém confessa logo que é confrontado. A primeira ideia que vem à mente é negar, expor justificativas ou distorcer os fatos a seu favor.

O erro encoberto é como uma bola de neve que desce montanha abaixo. Ele vai aumentando a cada ciclo de mentiras, até que não pode ficar mais escondido, tornando-se algo destruidor.

Apenas a confissão das faltas pode levar a pessoa a uma verdadeira mudança. Geralmente, os pais ou responsáveis estão sempre ao redor, procurando auxiliar e aconselhar. É neles que está o primeiro passo para todo socorro, pois amam seus filhos e querem apenas o melhor para cada um deles. A melhor ajuda vem das pessoas que nos amam.

Jamais encubra seus erros e suas falhas, pois há caminhos que só levam para a perdição. Você tem algo a confessar? Está andando por um caminho que não é reto e bom? Saiba que o melhor momento para voltar é – e sempre será – o AGORA! Quando você precisar, não tenha medo, procure a ajuda daqueles que querem vê-lo bem.

Minha Linda Manga - MM

E tudo o que pedirem em oração, se crerem, vocês receberão. Mateus 21:22

Gosto muito de manga. Naquele ano, eu não tivera oportunidade de saboreá-las. E meu Deus, que diariamente caminha comigo pela estrada da vida, sabia muito bem disso e tomou providências para que eu não ficasse na vontade.

Numa segunda-feira, fui ao supermercado. Ao chegar, avistei uma manga madura na imensa mangueira existente no estacionamento do referido local. Contemplei a fruta e orei: “Senhor, dá-me esta manga, por favor! Se eu tivesse coragem, eu estenderia minhas mãos aqui embaixo, bem na direção dela, pediria que o Senhor a soltasse na minha mão e eu ficaria muito feliz. Há pessoas sentadas na mureta em volta da grande árvore e pessoas transitando pelo local. Elas pensarão que eu sou louca, então não vou fazer isso.”

Na terça-feira, a história se repetiu. Fui lá novamente e vi a manga. Parecia que ela brilhava para mim, e minha boca se encheu de água ao contemplá-la. Pensei em aparar com a mão, mas não tive coragem. Fui para casa sem ela.

Na quarta-feira, voltei novamente de carro. Desta vez, com meu esposo e minha filha. Chegando lá, vi minha cobiçada manga no chão. Fiquei extasiada. Abrindo a porta, comecei a gritar:

– Minha manga! Olhem a minha manga! Pare o carro!

Meu esposo parou o carro a alguns metros da manga. Voltei correndo para apanhá-la. Nesse momento, a roda de um carro passou a uns dois centímetros da fruta. Ali é um local de passagem de muitos carros. O fato de não ser atingida por nenhum deles era sinal de que ela havia acabado de ser colocada ali; uma prova de que Deus havia protegido meu presente.

Não era época de manga. Penso que Deus criou aquela para mim! Por ser tão alta, ninguém consegue aproveitar nenhuma fruta daquela mangueira, porque elas se esborracham no chão.

Peguei a manga com cuidado. Eu estava tão emocionada. Ela era linda. Estava intacta, no ponto! Em casa, eu me ajoelhei com a fruta nas mãos e agradeci a esse Deus de amor que, em Sua infinita grandiosidade, Se preocupa com o simples desejo de uma pessoa tão pequena como eu.

Fotografei meu presente, para que eu nunca me esqueça de que o Deus a quem sirvo é misericordioso e atende a uma oração simples e caprichosa para dar algo que não é gênero de primeira necessidade.

Ah, Senhor! Como eu Te amo! Obrigada!

Marlene Cisneiros Christofoletti

Os Dons Espirituais e a Bíblia – 2 - MD

A uns estabeleceu Deus na igreja, primeiramente, apóstolos; em segundo lugar, profetas; em terceiro lugar, mestres; depois, operadores de milagres; depois, dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas. 1 Coríntios 12:28

A Conexão Cristã exerceu forte impacto sobre os primeiros adventistas guardadores do sábado, inclusive em seu ponto de vista sobre os dons espirituais.

Descobrimos a perspectiva conexionista sobre o assunto por meio dos escritos de William Kinkade (nascido em 1783), um dos mais proeminentes teólogos do movimento. Kinkade escreveu em 1829 que, durante a juventude, ele se recusava a “ser chamado de qualquer outro nome além de cristão” e só tinha um livro por “padrão: a Bíblia”.

Ele não tinha dúvidas em relação à autoridade suprema das Escrituras.

No entanto, em sua extensa discussão sobre a “restauração da antiga ordem das coisas”, afirmou que não conseguia entender “um pequeno ponto” da mensagem neotestamentária.

Ele argumentou que no centro do Novo Testamento se encontravam os dons espirituais, inclusive “o dom de profecia, mencionado em passagens como 1 Coríntios 12:8-31 e Efésios 4:11-16. Os dons espirituais estavam presentes na antiga ordem das coisas na igreja; todos que se opõem a isso, estão se opondo ao cristianismo. Dizer que Deus fez os dons cessarem é o mesmo que alegar que Ele aboliu a mensagem da igreja neotestamentária. [...] Esses dons constituem a antiga ordem de coisas”.

Kinkade defendeu que não se tratava de dons temporários que terminaram com a era apostólica. Em vez disso, “esses dons, conforme expostos nas Escrituras, compõem o ministério evangélico” anunciado no Novo Testamento.

A teologia de William Kinkade sobre o Novo Testamento, da perpetuidade dos dons espirituais, no contexto da Bíblia como única fonte de autoridade, é importante para a compreensão dos primórdios do adventismo do sétimo dia, uma vez que dois dos três fundadores da denominação haviam participado ativamente da Conexão Cristã. Tiago White e José Bates chegaram ao adventismo do sétimo dia vindos de um movimento que defendia tanto a Bíblia como único fator determinante de fé e prática quanto a continuidade dos dons espirituais.
O delicado equilíbrio entre os dois elementos se reflete nos escritos de Tiago White, que define o tom da função apropriada dos dons espirituais na igreja.

Pai, somos gratos porque cuidas tanto de Tua igreja a ponto de derramar sobre ela os dons do Espírito. Ajuda-nos a ser sábios no uso dos Teus dons.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Rejeição - IJ

O Senhor Deus disse a Moisés: − Até quando este povo vai Me rejeitar? Até quando não vão crer em Mim, embora Eu tenha feito tantos milagres entre eles? Números 14:11

Leila era filha de um casal cristão, mas não acreditava em Deus. Seus pais eram pessoas religiosas, pregavam o amor de Cristo e agiam de acordo com sua crença.

Desde pequena, Leila mostrava ter recebido muitos dons de Deus. Cantava muito bem, era extremamente comunicativa, e todos identificavam nela um grande potencial de liderança. No entanto, na adolescência, desanimou um pouco em relação à fé e, sempre que podia, evitava ir aos cultos ou às programações organizadas pelos jovens.

O Senhor sempre atuou de forma intensa na família de Leila, providenciando o sustento de cada dia, garantindo sempre um emprego para seu pai e, inclusive, concedendo a cura de uma enfermidade que a acometeu.

Com o passar dos anos, aquela jovem se afastou cada vez mais das questões espirituais. Interessou-se por argumentos que negavam a existência de Deus, fazendo muitas perguntas sem dar ouvidos às respostas plausíveis que existiam sobre cada dúvida. Apesar da constante atuação de Deus em sua vida, Leila O rejeitou.

Deus intervém na vida de todo ser humano. Ele cuida para que o planeta não entre em colapso, para que seus filhos tenham o sustento e que as guerras não destruam o mundo inteiro. Além disso, própria natureza anuncia a existência e o poder de um Criador (Salmo 19:1).

Se você olhar para a história de si mesmo, poderá notar as mãos do Senhor atuando nela em vários momentos. Desde o seu nascimento, Ele tem trabalhado em sua vida. Obviamente, há dias difíceis; mas, mesmo nesses dias, é possível sentir a mão protetora e consoladora do Pai.

Incontáveis são os sinais da existência de Deus e de Sua obra neste mundo, bem como na vida de cada indivíduo. Entretanto, é muito comum as pessoas rejeitarem a realidade dEle, apesar das evidências e, até mesmo, dos milagres experimentados.

O povo de Israel, ao ser liberto do cativeiro do Egito, viu muitas maravilhas, sinais e milagres. Mesmo assim, rejeitou a Deus. Não vá por esse caminho. Reconheça os sinais do Criador em sua vida. Veja os cuidados que Ele tem por você e louve a Deus neste dia.

O Sorriso de Deus - MM

Tu és o Meu Filho querido e Me dás muita alegria. Lucas 3:22, NTLH

Você consegue se lembrar de alguma situação em que ficou satisfeita por ter realizado algo? Lembra-se da sensação maravilhosa de ver o sorriso no rosto de outra pessoa por causa de alguma atitude sua?

Fazia algum tempo que eu sentia Deus me chamando para desenvolver um ministério específico em favor das crianças. Esse sentimento foi confirmado de diversas formas. Quando percebi, estava fazendo coisas que nunca antes havia imaginado. Dar palestras era uma delas.
Sempre acreditei que Deus capacita a quem Ele chama, e que a nossa parte é estar disponível e com disposição para avançar à medida que os caminhos são abertos.

No começo de 2014, eu tinha dois compromissos importantes envolvendo um grupo especial de pessoas: os professores. O primeiro era com professores do ensino fundamental 1, que lecionavam nas escolas adventistas da região. O tema devia motivá-los e estar relacionado com as aulas de ensino religioso. O segundo compromisso era com os coordenadores do Ministério da Criança e do Adolescente da região sudoeste de São Paulo.

No dia 23 de fevereiro, eu e mais duas amigas saímos cedo para o Unasp campus Hortolândia. Ministrei três palestras, cada uma delas com mais ou menos uma hora de duração. Tinha sido um dia muito gostoso e produtivo. No caminho de volta, conversávamos animadamente sobre o evento e sobre as coisas interessantes que havíamos assistido.

O sol, que havia estado forte durante toda a manhã e parte da tarde, dera lugar a nuvens escuras e carregadas. Estávamos quase na metade do caminho quando começou a chover pesado. A Andréa, que estava dirigindo o carro, manteve-se calma e nos conduziu em segurança até a chuva passar totalmente.

Quase chegando à nossa cidade, presenciamos um espetáculo: um arco-íris de 180 graus. Tivemos vontade de parar o carro para contemplar, mas decidimos prosseguir. Já perto da casa da Débora, a outra amiga que também havia apresentado uma palestra, Deus tinha reservado algo ainda mais espetacular para nós. Desta vez, tivemos que parar e registrar. O arco-íris continuava em 180 graus, mas agora era duplo. Contrastando com o céu cinzento, estavam as cores brilhantes do mais lindo arco-íris que eu tive oportunidade de ver.
Com a imagem no meu celular, está gravada a mensagem: “Que recepção depois de um dia como o de hoje! É como se Deus estivesse sorrindo e dizendo que está feliz conosco. É a confirmação de que Suas promessas vão se cumprir.”

Ah, não existe sensação melhor do que fazer a vontade de Deus e estar disposto a servir-Lhe sempre, especialmente quando vemos o Seu sorriso estampado em algo tão significativo como um arco-íris.

Neila D. Oliveira

Os Dons Espirituais e a Bíblia – 1 - MD

E Ele designou alguns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres, com o fim de preparar os santos para a obra do ministério, para que o corpo de Cristo seja edificado. 
Efésios 4:11-13, NVI

Os primeiros adventistas guardadores do sábado defendiam o ensino bíblico de que os dons espirituais, inclusive o dom de profecia, existiriam na igreja até o segundo advento.

Uriah Smith fez uma ilustração que expressa bem essa ideia. Ele escreveu: “Suponha que estejamos prestes a começar uma viagem. O dono da embarcação nos entrega um livro de instruções, dizendo que ele contém as orientações necessárias para toda a jornada e que se prestarmos atenção a elas, chegaremos com segurança ao destino.

“Depois de partir, abrimos o livro para saber o que ele diz. Descobrimos que o autor alista princípios gerais para nos governarem na viagem e nos instrui o máximo possível, abordando as várias dificuldades que podem surgir, até o fim.

Entretanto, também nos fala que a última parte de nossa jornada será especialmente perigosa; que as características da subida estão em constante mudança por causa de areias movediças e tempestades; ‘contudo, para essa parte da viagem’, diz ele, ‘providenciei um piloto que os encontrará e lhes dará as informações que as circunstâncias e os perigos ao redor exigirem; deem ouvidos a ele’.

“Com essas instruções, chegamos ao momento especificado de perigo e, conforme a promessa, o piloto veio a nosso encontro; mas, assim que ele ofereceu seus serviços, alguns dos tripulantes se levantaram contra ele. ‘Temos o livro de instruções original’, protestaram, ‘e isso nos basta. Só nele nos baseamos e em nada mais; não queremos nada de você’.

“Quem está dando ouvidos ao livro de instruções? Aqueles que rejeitam o piloto ou os que o aceitam, conforme o livro orienta? Julguem vocês.

“No entanto, alguns [...] podem nos abordar sobre esse ponto da seguinte forma: ‘Então você considera que a senhora White é nosso piloto?’. É para evitar esforços nessa direção que escrevemos essa frase. Não é isso que estamos dizendo.

O que afirmamos com distinção é isto: que os dons do Espírito nos são dados para servirem de piloto nestes tempos de perigo e sempre que encontrarmos manifestações genuínas dos dons, em quem quer que seja, temos o dever de respeitá-las. Se não o fizermos, chegamos ao ponto de rejeitar a Palavra de Deus, que nos instrui a aceitá-los”.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Devolvendo abraços - IJ

Sei que o Teu amor dura para sempre e que a Tua fidelidade é tão firme como o céu. Salmo 89:2

−Quero que você me devolva todos os beijos e abraços que lhe dei – disse Ronaldo, do outro lado da mesa.

A esposa, Lizandra, arregalou os olhos, que ficaram marejados de lágrimas. Ela havia pedido o divórcio e estavam conversando amigavelmente sobre a divisão dos bens, guarda das crianças, entre outros detalhes.

O marido a surpreendeu com tal frase. Como ela poderia devolver os beijos e abraços que o marido lhe dera no decorrer de todos aqueles anos? Foram tantos os gestos de carinho compartilhados em seus melhores momentos e, também, nos mais difíceis...

− Isso é impossível – ela disse, torcendo para que os olhos não derramassem lágrimas. – Não há como lhe devolver beijos e abraços.

− Eu os quero de volta. Cada um deles! – insistiu o homem. – Sem eles não aceitarei o divórcio – os lábios dele se esticaram num sinal de sorriso, e a esposa também sorriu, pois era uma das características que mais amara nele desde a primeira vez que o vira.

– Eu aceito o pagamento em parcelas. Se você quiser, pode começar a devolver agora – respondeu Ronaldo com convicção.

Sem acreditar no que estava fazendo, Lizandra se levantou da cadeira, deu a volta na mesa e sentou-se ao lado do marido. Devolveu-lhe, então, um grande abraço. Ronaldo retribuiu, envolvendo-a em seus braços. Ambos choraram, pois foram tomados por um turbilhão de lembranças. Os abraços de amor, carinho, consolo, reencontro, alegria e tristeza do passado voltaram naquele gesto.

− Eu deixo você ir, quando você me devolver todos os abraços – Ronaldo falou baixinho, com o rosto molhado, enterrado nos cabelos da esposa.

Muitas vezes brigamos com quem amamos. Às vezes, nós magoamos ou somos magoados. Todo relacionamento é assim, mesmo entre grandes amigos, pais e filhos ou pessoas que juraram amor eterno.

Apesar da possibilidade de ressentimentos e dificuldades, não desista de amar persistentemente. O escritor Antoine de Saint-Exupéry, autor do clássico infantil O Pequeno Príncipe, certa vez registrou que “o verdadeiro amor nunca se desgasta. Quanto mais se dá, mais se tem”.

Se você está triste com alguém, procure-o e lhe devolva o abraço mais apertado que um dia recebeu dele. Lembre-se da história que construíram juntos e por quantos momentos bons e difíceis passaram. Não deixe que as dificuldades e problemas destruam seu relacionamento.

Fiel a Toda Prova - MM

Não tenha medo do que você está prestes a sofrer. [...] Seja fiel até a morte, e Eu lhe darei a coroa da vida. Apocalipse 2:10

Nasci na Albânia, um país ex-comunista do Leste Europeu, onde por muitos anos Deus foi apresentado como um personagem inventado, inexistente, parte de um “engano” para os pobres. No entanto, Deus maravilhosamente rompeu barreiras, desmoronou “cortinas de ferro” e abriu caminhos para todos aqueles que necessitavam de Sua presença e do Seu amor incondicional. Conheci o Salvador Jesus logo depois da queda do comunismo, por intermédio de uma família missionária brasileira, pastor Oliveiros e a esposa, Elange Ferreira.

Posso dizer que o amor de Deus me alcançou e desde então tenho experimentado muitas bênçãos e milagres durante toda essa trajetória de fé. Uma das mais marcantes foi quando, de forma miraculosa, Ele me trouxe para o Brasil para ter o privilégio de estudar em uma das instituições adventistas. Lá me formei no curso de Pedagogia e fiz o curso de pós-graduação. Após o curso, recebi grande incentivo da minha querida professora Célia Barbosa, para continuar meus estudos no programa de mestrado em uma universidade federal.

Dediquei-me inteiramente aos estudos e à preparação do projeto que teria que apresentar no processo seletivo da universidade. Tudo parecia ir muito bem até o dia em que fui notificada de que a prova para ingressar no curso aconteceria no sábado. Parecia que todo o esforço feito durante um longo tempo havia sido em vão. Tentei conversar com os coordenadores do curso e outros professores para entrar em acordo e fazer a prova em outro horário, mas nenhuma chance me foi dada. Eu tinha muitos motivos para desistir, mas também tinha certeza de que a vontade de Deus deveria ser feita e que eu deveria continuar a orar.

Um verso bíblico me veio à mente e senti Deus falando comigo: “Entregue o seu caminho ao Senhor; confie nEle, e Ele agirá” (Salmo 37:5). Assim, resolvi entregar tudo nas mãos de Deus, pedindo que Ele fizesse um milagre. Naqueles dias, os professores e os alunos da universidade entraram em uma greve repentina, que durou três meses. Por causa disso, todas as atividades acadêmicas tiveram que ser adiadas. Uma nova data foi marcada, e o exame foi aplicado numa quarta-feira. Assim pude participar dos exames, sendo aprovada no processo seletivo do programa de mestrado.

Experiências como esta têm me assegurado que o mesmo Deus dos milagres da Bíblia é real e presente em minha vida hoje. Para Deus não há impossíveis, e isso eu pude comprovar nesta minha nova experiência com Ele.

Adriana Nunka Borges

Nova Luz Sobre o Santuário – 4 - MD

Ele é capaz de salvar definitivamente aqueles que, por meio dEle, aproximam-se de Deus, pois vive sempre para interceder por eles. Hebreus 7:25, NVI

Crosier começou a escrever sobre o santuário celestial em março de 1845, mas foi em 7 de fevereiro de 1846 que ele apresentou sua interpretação mais completa sobre o assunto em um artigo chamado “The Law of Moses” [A Lei de Moisés].

Podemos resumir da seguinte forma as conclusões mais importantes encontradas em “The Law of Moses”: (1) Existe um santuário literal no Céu. (2) O santuário hebraico era uma representação visual completa do plano da salvação, que seguia o modelo do santuário celestial. (3) Assim como os sacerdotes terrenos tinham um ministério em duas fases no santuário do deserto, Cristo tem um ministério de duas etapas no santuário celestial. A primeira etapa começou no lugar santo após Sua ascensão e a Segunda, em 22 de outubro de 1844, quando Jesus passou do primeiro compartimento do santuário celestial para o segundo. Logo, o dia antitípico ou celestial do Dia da Expiação começou nessa data. (4) A primeira etapa do ministério de Cristo está ligada ao perdão, ao passo que a segunda envolve o apagamento dos pecados e a purificação tanto do santuário quanto dos crentes. (5) A purificação de Daniel 8:14 era do pecado; portanto, seria efetuada pelo sangue, não pelo fogo. (6) Haveria um intervalo de tempo entre o início do ministério de Jesus no santíssimo e o segundo advento.

Os resultados do estudo da Bíblia, realizado por Crosier, responderam às perguntas sobre a identidade do santuário e a natureza da purificação. Além disso, mostraram o que havia acontecido no fim da profecia dos 2.300 dias de Daniel 8:14.

O artigo de Crosier não passou despercebido por aqueles que se tornariam líderes dos adventistas guardadores do sábado. Já em maio de 1846, José Bates recomendou a abordagem de Crosier sobre o santuário, considerando-a “superior a qualquer material do tipo disponível”.

No ano seguinte, Ellen White escreveu: “O Senhor me mostrou em visão, mais de um ano atrás, que o irmão Crosier tem a luz verdadeira acerca da purificação do santuário [...] e que era de Sua vontade que o irmão Crosier escrevesse o ponto de vista que nos mostrou em Day-Star Extra, no dia 7 de fevereiro de 1846” (WLF, p. 12).

Podemos ser gratos a Deus não só porque tem um plano para salvar Seu povo do pecado, mas também porque esse plano está sendo levado a efeito por meio do ministério de Cristo em nosso favor no Céu.

Quem sabe mais - IJ

A doutrina do sábio é uma fonte de vida para se desviar dos laços da morte. Provérbios 13:14

−Jogue esse chiclete fora! – exigiu o diretor da escola.

Sentado na cadeira da sala da diretoria, Roberto cuspiu o chiclete na mão e olhou com desdém para quem havia lhe dado a ordem. Ficou esticando nos dedos a borracha rosa salivada, só para irritar ainda mais o diretor.

− Não sei se você já notou, mas creio que você esteja indo na direção errada

– falou o capelão da escola. – Já reparou como tem se comportado atualmente?

É a terceira vez neste mês que vem parar na diretoria por causa da sua maneira de tratar os professores. Seus pais já vieram conversar comigo e estão preocupados com suas atitudes. Preste atenção, Roberto, o caminho que você está trilhando só vai destruir as chances de alcançar seus objetivos.

− Eu não tenho nenhum objetivo – resmungou o garoto, atirando o chiclete em direção ao lixo, errando o alvo e deixando-o colado na parede da sala.

− Então é bom você traçar alvos e objetivos para sua vida, ou daqui a dez anos, será um homem que não construiu nada. Seu futuro depende das atitudes e escolhas que você faz hoje, neste exato momento. Do jeito que você está, onde acha que vai chegar?
− A nenhum lugar – admitiu o menino.

Eram bons conselhos para serem ouvidos e seguidos. Os adultos geralmente possuem boas orientações. Atribui-se a Chico Anysio a seguinte frase: “A única coisa boa que a velhice nos dá é a sabedoria. Por isso, quem ouve os conselhos dos pais nunca se dá mal na vida.”

Não é fácil aceitar conselhos e orientações dos mais experientes; afinal, parece que suas sugestões são contrárias aos anseios e desejos dos jovens. Apesar de os adolescentes se considerarem sábios sobre muitos assuntos, uma verdade precisa ser dita: eles não têm a experiência de vida que uma pessoa mais velha possui.

Por isso, é tão importante ouvir conselhos de pais e professores, pois eles possuem a experiência de vida que a juventude ainda não alcançou. Frequentemente, esses conselhos podem salvar ou resguardar o futuro de um jovem, principalmente quando a orientação vem de quem o ama.

Assim, quando você ouvir a voz de um sábio, preste atenção naquilo que ele fala; pois, um dia – senão agora –, sua vida ou bem-estar podem depender disso.

A Doce Voz do Amigo Jesus - MM

Nisso ela se voltou e viu Jesus ali, em pé, mas não O reconheceu.João 20:14

Quantas vezes Maria sentou-se aos pés de Jesus para ouvir Suas palavras? Quantas vezes O recebeu em sua casa? Quanto aprendeu de Jesus? Quanto foi perdoada por Ele? Certamente não temos ideia de quão profunda tenha sido sua gratidão para com Jesus!

Percebemos que Jesus era familiar a Maria. Ela esteve presente em momentos singulares de Sua vida. Ungiu-Lhe os pés com valioso perfume, enxugando-os com os cabelos. Junto àquele perfume, Maria “derramara” sua vida aos pés

do Mestre. Acompanhou Jesus, ao lado de Sua mãe, em Seus momentos finais aqui na Terra; chorou junto à cruz; com profunda tristeza deixou a sepultura onde havia sido depositado Seu corpo. Fora a última a deixar Sua sepultura na sexta-feira e a primeira a retornar na manhã de domingo, encontrando-a vazia.

“Nisso ela se voltou e viu Jesus ali, em pé, mas não O reconheceu.”

Intensa tristeza lhe ofuscou os sentidos. Não é de surpreender que, enquanto Maria chorava por sua perda, ao lado da sepultura, não tenha reconhecido Jesus. Olhou, mas O tomou por um estranho. No entanto, ao Jesus pronunciar seu nome, de forma tão familiar, imediatamente ela O reconheceu e o coração se encheu de alegria.

Qual a intensidade de seu relacionamento com Jesus? Quanto de seu tempo você tem passado com Ele? Quanto de sua vida você tem “derramado” a Seus pés? A exemplo de Maria, para você deve ser um grande privilégio poder contar com tal amigo!

Nos dias atuais, corre-se o risco de permitir que circunstâncias, como preocupações, decepções, secularismo, indiferença e outros fatores, ofusquem seus sentidos, impedindo-a de reconhecer Jesus ao seu lado. Ele, o bálsamo que pode amenizar a dor, aliviar o fardo e curar as feridas da alma.

Jesus pode estar ao seu lado sem ser percebido. Maria reconheceu Jesus porque Sua doce voz lhe era familiar. Quando aquela voz lhe soou aos ouvidos, o coração se encheu de alegria. Maria ouviu com o coração!

É a voz de Jesus familiar ao seu coração? Você tem reconhecido Sua voz em meio ao ruído da multidão? Ela tem o poder de transformar a tristeza em alegria, a incerteza em confiança, a ansiedade em esperança, o ódio em amor. Que esta possa ser sua certeza em qualquer situação.

Assim como Maria, que você reconheça a doce voz de Jesus falando ao seu coração. Que a cada dia você possa “derramar” sua vida aos pés dAquele que quer ser seu melhor Amigo!

Irene de Oliveira Sousa da Silva

Nova Luz Sobre o Santuário – 3 - MD

Eles servem num santuário que é cópia e sombra daquele que está nos Céus, já que Moisés foi avisado quando estava para construir o tabernáculo: “Tenha o cuidado de fazer tudo segundo o modelo que lhe foi mostrado no monte”. Hebreus 8:5, NVI

Ontem conhecemos Owen R. L. Crosier, o amigo de Hiram Edson que dedicou tempo a um estudo intensivo e abrangente da Bíblia sobre o significado do santuário e da purificação que aconteceria no fim das 2.300 tardes e manhãs de Daniel 8:14. Em Day Dawn [Raiar do Dia], material publicado por Edson e Hahn, Crosier explicou suas descobertas de maneira sistemática. Uma de suas primeiras conclusões foi que a interpretação de Miller estava equivocada, visto que “a palavra santuário não pode se aplicar à Terra por nenhum princípio existente”. Crosier certamente tinha uma concordância em mãos quando observou que “a palavra santuário ocorre 104 vezes na Bíblia, 100 delas no Antigo Testamento [...] e 4 no Novo, todas elas na epístola aos Hebreus”.

Mais adiante em seu artigo, Crosier conclui que o santuário de Daniel 8:14 não podia ser o santuário judaico, pois este fora “irrecuperavelmente destruído”. “Todavia, embora o santuário judaico tenha deixado de ser o santuário 1.800 anos atrás, algo mais existia no fim dos 2.300 dias para receber o título de santuário e, no fim do período, passar por uma mudança expressa pela palavra ‘purificado’, ‘justificado’, ‘vindicado’ ou ‘declarado justo’.”

Crosier observou que o livro de Hebreus deixa algo claro: “Após a ascensão, Cristo entrou no lugar do qual o santuário judaico era uma figura, um modelo ou tipo e este foi o local de Seu ministério durante a dispensação do evangelho.” Hebreus revela inquestionavelmente: “‘Temos um Sumo Sacerdote como esse, o qual Se assentou à direita do trono da Majestade nos Céus e serve no santuário.’ Esse não é o único texto do Novo Testamento no qual a palavra santuário é encontrada, mas os outros três se referem ao santuário judaico. Agora podemos ter segurança ao afirmar que não há autoridade bíblica para chamar qualquer outra coisa de santuário na dispensação do evangelho, além do local do ministério de Cristo no Céu, desde o momento de Sua ascensão ao Pai até Sua segunda vinda.”

Podemos agradecer a Deus hoje por Jesus ser nosso sumo sacerdote no santuário celestial. “Portanto, Ele é capaz de salvar definitivamente aqueles que, por meio dEle, aproximam-se de Deus, pois vive sempre para interceder por eles” 
(Hb 7:25, NVI). Amém!

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Uma boa porção de fé - IJ

Então, do pó da terra, o Senhor formou o ser humano. O Senhor soprou no nariz dele uma respiração de vida, e assim ele se tornou um ser vivo. Gênesis 2:7

O homem abriu os olhos, sentou-se devagar e observou as mãos se abrirem e fecharem. Ouviu vários sons ao redor, sentiu o cheiro da terra molhada e viu a grama verde. Ao erguer a cabeça, contemplou os raios do sol que rasgavam as imensas copas das árvores acima. Tudo era belo e perfeito.

Esse homem era Adão, moldado por Deus a partir do pó da terra, no sexto dia da criação. Imagine que maravilha acordar diante de toda beleza e sentir a presença do Criador ao seu lado. Creio que Adão se levantou e cambaleou um pouco, equilibrando-se até se acostumar a ficar em pé.

Deus lhe explicou como havia criado o ambiente, os animais e também o ser humano. A Bíblia apresenta em Gênesis 1:26 a cena da criação quando o Senhor fez o homem à Sua imagem e semelhança e lhe deu domínio sobre todas as criaturas que tinha feito.

Fico maravilhado quando reflito sobre aquele momento. Eu tento imaginar o que passou na mente de Adão ao ele abrir os olhos depois de ser criado. Também penso em Deus, que sempre deixa um espaço para a fé. Ele poderia ter explicado todos os mistérios da vida para o homem recém-criado, mas não fez isso. Sabe por quê? Dentre outros motivos, creio que o Pai celestial deseja que o homem desenvolva fé em Seu poder. O Senhor não é um artista fazendo espetáculos. Ele espera que Seus filhos creiam nEle independentemente da necessidade de provas incontestáveis sobre Sua veracidade.

Alguns podem até pedir sinais irrefutáveis ou falarem como o ator Woody Allen: “Se Deus existe, por que Ele não me dá um sinal de Sua existência? Como por exemplo, abrir uma bela conta em meu nome num banco suíço?”

Deus jamais daria provas dessa natureza, especialmente para aqueles que zombam de Seu poder. Ele deseja que o homem tenha fé em Sua existência e reconheça Sua atuação na vida de cada filho Seu.

Você tem pedido a Deus provas de que Ele está ao seu lado? Tem duvidado do poder do Criador para transformar sua história? O primeiro passo é acreditar nEle, fazendo uma entrega completa e incondicional. O Senhor que fez o Universo cuida hoje de cada um de nós.

Salva por um Barulho - MM

O anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que O temem e os livra. Salmo 34:7, ARA

Conheci a mensagem adventista quando eu era adolescente. Fiquei deslumbrada com o amor de Jesus por mim. Contrariando minha família, tomei a decisão de seguir a Jesus e fui batizada. Passei a frequentar a Igreja Adventista do Sétimo Dia de Vila Alpina, que ficava mais próxima de minha casa. Para ir à igreja, tinha que atravessar uma ponte de madeira muito escura, que às vezes só ficava iluminada quando os carros passavam nas vias laterais. Na época, de casa até a igreja era um percurso longo a pé, com pouca luminosidade e muito perigo.

Certa noite, ao retornar do culto de domingo, eu vinha cantando e não percebi que já estava atravessando a ponte, quando fui abordada por um elemento armado. Sua expectativa não era só roubar. Quando ele declarou suas intenções, eu me apresentei como serva do Senhor e disse que não cederia ao que ele estava solicitando, mesmo em vista de perder a vida.

O ladrão ficou furioso quando eu lhe disse que Deus não gostava do que ele estava fazendo. Eu não sabia mais como argumentar com o ladrão. Esperava o meu fim, não vendo ninguém para me socorrer.

De repente, uma forte luz apareceu. Era um carro freando bruscamente junto à ponte. Muitas vozes chegavam até nós. Passos fortes foram ouvidos subindo as escadas e pareciam se aproximar rapidamente. Naquele exato momento, sem jeito e demonstrando medo, o ladrão me empurrou e disse: “Vá embora! Corra!” Foi o que fiz. Saí apressada da ponte e fiquei olhando para trás.

Por minutos fiquei aguardando ansiosa para ver as pessoas que faziam tanto barulho na ponte. Tentei ouvir o carro sair ou aparecer alguma pessoa, mas nada.

Percebi, então, muito feliz e agradecida, que o Senhor tinha enviado Seus anjos para proteger-me. Que o barulho produzido na ponte havia sido o método de Deus para libertar-me do mal.

Deus sempre estará atento, e os anjos a postos para cumprir as ordens para nos livrar. Pode acreditar!

Francisca Joana Souza Silva

O Povo da Bíblia – 1 - MD

Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça. 2 Timóteo 3:16

A questão mais básica para qualquer grupo religioso é a autoridade. Aqueles que deram início ao movimento adventista do sétimo dia não tinham dúvidas a esse respeito. Conforme expressou Tiago White, no início de 1847, “a Bíblia é uma revelação perfeita e completa. É nossa única regra de fé e prática”.

Os guardadores do sábado, conforme veremos nos próximos dias, desenvolveram suas crenças doutrinárias distintivas com base no estudo das Escrituras. Isso nem sempre ficava claro para seus críticos. Por exemplo, em 1874, Miles Grant argumentou em World’s Crisis (Mundo em Crise, um dos principais periódicos dos adventistas do primeiro dia): “Os adventistas do sétimo dia afirmam que o santuário purificado no fim dos 1.300 [2.300] dias mencionados em Daniel 8:13, 14 é o Céu e que tal purificação começou no outono de 1844 d.C. Se alguém quiser saber por que eles creem dessa maneira, a resposta é que as informações vieram por intermédio de uma das visões da senhora E. G. White”.

Uriah Smith, editor da publicação adventista do sétimo dia Review and Herald, respondeu vigorosamente à acusação: “Já foram escritos centenas de artigos sobre o assunto [do santuário]. Entretanto, em nenhum deles as visões são abordadas como autoridade sobre a questão, ou como a fonte de onde foi tirado qualquer ponto de vista que defendemos. Nenhum pregador se refere a elas ao abordar o tema. O apelo é invariavelmente à Bíblia, na qual há amplas evidências da perspectiva que adotamos sobre o assunto.”

Deve-se destacar que Smith fez uma declaração que qualquer pessoa disposta a investigar a literatura adventista do sétimo dia da época pode comprovar. Paul Gordon fez isso com o tema do santuário, na obra The Sanctuary, 1844 and the Pioneers [O Santuário, 1844 e os Pioneiros] (1983). Suas descobertas apoiam a afirmação de Smith.

Os fatos sobre o caso são que, embora muitos adventistas posteriores tenham demonstrado a tendência de depender da autoridade de Ellen White ou da tradição adventista, os primeiros adventistas eram um povo da Bíblia.

Os adventistas do sétimo dia de todas as regiões do mundo precisam prestar atenção a esse fato em sua busca pelo adventismo genuíno da história. A boa notícia é que Deus nos deu as palavras da vida em Seu Livro. Podemos nos alegrar hoje com o salmista, que declarou:
“Guardo no coração as Tuas palavras, para não pecar contra Ti” (Sl 119:11).

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Obediência - IJ

Pois amar a Deus é obedecer aos Seus mandamentos. E os Seus mandamentos não são difíceis de obedecer. 1 João 5:3

Walter era um adolescente desobediente. Resmungava por tudo e não cumpria com suas obrigações no lar. Ele negligenciava tarefas simples como arrumar o quarto, ajudar na organização da casa, levar o lixo para fora e lavar a louça vez ou outra. Além disso, descumpria várias regras como horário de voltar para casa e tempo de acesso à internet.

Contudo, quando Walter queria algo, mudava seu comportamento. Respondia “sim, senhor!” para tudo, deixava seu quarto bem-arrumado e buscava conversar com os pais quando estes voltavam para casa. Depois de alguns dias vivendo como um “bom menino”, aplicava o golpe, pedindo o que queria. Nem sempre os pais caíam no teatro do garoto, pois reconheciam rapidamente quando ele estava obedecendo apenas para tentar ganhar algo.

Walter acreditava que os pais o amavam mais quando ele era obediente. Não compreendia que eles, apesar de toda desobediência, o amavam sempre. Não entendia que jamais se afastariam dele; mas que, na verdade, era ele quem se afastava quando desobedecia.
Muitas vezes, agimos da mesma maneira com Deus. Nossa crença é de que boas obras nos aproximam dEle. Acreditamos que fazer o bem nos garante favores em Sua presença e que, sendo bons, garantimos a salvação.

Na verdade, invertemos a ordem. Boas obras, por si só, não nos aproximam do Senhor. É a aproximação do Criador que nos conduz à obediência e à prática de boas ações.

Consegue ver a diferença? Deus nos ama, independentemente da nossa conduta. Quando compreendemos a magnitude dessa verdade e nos achegamos a Ele, passamos a conhecê-Lo melhor, e isso nos conduz às boas ações.

A obediência mecânica e interesseira não garante lugar no Céu. É o entendimento e aceitação da salvação que há em Jesus que nos leva a obedecer. A verdadeira fidelidade ao Senhor ocorre quando cumprimos Seus preceitos por amor e não quando buscamos unicamente qualquer favor dEle.

Lembre-se: obediência é prova de amor. Ame a Deus de todo o coração. Essa é a receita infalível para andar em Seus caminhos.

Mais um Dia Para Comemorar - MM

Que as palavras da minha boca e a meditação do meu coração sejam agradáveis a Ti, Senhor, minha Rocha e meu Resgatador! Salmo 19:14

Tinha sido um sábado maravilhoso. Passamos o dia em uma pequena igreja numa cidade próxima da nossa. Nos dois dias que se seguiram, decidimos que precisávamos programar um novo projeto evangelístico que envolvesse a nossa família, assim decidimos o tema e as participações. Estávamos entusiasmados! Meu filho tocaria saxofone e eu tocaria piano. Meu marido e eu dividiríamos a oratória.
Já estávamos na terça de manhã, e um amigo me contatou para fazer o primeiro convite para que a mensagem fosse apresentada. Fiquei emocionada, entendendo que Deus tinha aprovado a ideia.

Fizemos o culto matinal, e estudamos o Salmo 19. Lembro-me de que a oração foi insistente, mais que o normal, para que Deus nos guardasse durante o dia.

Deixei meu filho na escola e me preparei para fazer uns exames laboratoriais. Foi quando tudo aconteceu. Engatei a ré do carro e comecei a sair da garagem automaticamente. Notei o aviso de porta aberta que o carro anunciava. Verifiquei que era a porta de trás, do lado do passageiro. Simplesmente saí do carro para corrigir o esquecimento. No entanto, eu havia esquecido de colocar o veículo em ponto de estacionamento. Dei a volta por trás do carro, alcancei a porta e a fechei. Ao entrar novamente no carro, ele arrancou inesperadamente. Dei um pulo para o lado, tentando escapar, mas ainda assim ele me atingiu no lado esquerdo, jogando-me ao chão.

O carro passou por mim e avançou para um terreno baldio em declive. Pensei: Vou pegá-lo! E saí correndo atrás dele. Consegui alcançá-lo, dei a volta para o lado da porta aberta e coloquei um pé dentro do carro, apenas para perder o equilíbrio e ser jogada para fora. Ao ser lançada, a porta me empurrou em direção ao carro novamente. Caí debaixo da porta e vi o pneu passar a alguns centímetros da minha cabeça. Quando ele passou a pouco mais de um palmo, elevei um pensamento a Deus: Obrigada, Senhor!

O carro ainda continou descendo até ser contido por um cupinzeiro, que ficou reduzido a pó, mas impediu que ele seguisse seu curso e destruísse uma casa que estava na direção e machucasse mais alguém.

Graças a Deus, minha vida foi poupada. Recebi muitos abraços do marido, dos filhos e várias mensagens virtuais dos amigos. O que era para ser um dia de tragédia se transformou em um dia de alegria.

Acredito no trabalho dos anjos que nos protegem constantemente. Tenho certeza de que naquele dia eles evitaram que meus amados filhos e esposo tivessem que prosseguir a vida sem a minha companhia. Este, sim, é um Deus maravilhoso!

Tânia Prioli Cardozo

Ellen Crê no Advento – 2 - MD

Porquanto o Senhor mesmo, dada a Sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos Céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor. Consolai-vos, pois, uns aos outros com estas palavras. 1 Tessalonicenses 4:16-18

Que palavras consoladoras! Elas soaram alegremente para a jovem Ellen Harmon. Depois de descobrir que Deus é um “Pai bondoso”, ela se encheu de energia para anunciar a segunda vinda aos outros.

Por isso, indo contra sua índole naturalmente tímida, ela começou a orar em público, a compartilhar, nas reuniões metodistas, sua crença no poder salvador e no breve retorno de Jesus e a ganhar dinheiro para comprar materiais impressos e, assim, espalhar a doutrina adventista.

Essa última atividade era especialmente difícil para Ellen. Por causa da saúde fragilizada, precisava se assentar apoiada na cama para tricotar meias, ganhando 25 centavos por dia. Sincera ao extremo, sua convicção se demonstrava em todos os aspectos da vida. Isso levou muitos de seus amigos à fé em Jesus.

Não era só Ellen que demonstrava zelo pela mensagem do advento pregada por Miller, mas também seus pais e irmãos. No entanto, a igreja metodista, da qual eram membros, ensinava que Cristo só voltaria após mil anos de paz e abundância. A denominação não apreciava a agitação constante do ensino sobre o breve retorno de Jesus. Por isso, em setembro de 1843, a família Harmon foi expulsa do rol de membros dessa igreja.

Tal experiência refletiu a de muitos outros adventistas em vários lugares, que se recusaram a permanecer em silêncio sobre o assunto da volta de Jesus.

Ellen e a maioria dos outros mileritas não se deixavam abater pela expulsão das diferentes denominações. Afinal, eles criam que Jesus viria dentro de poucos meses, acabando com todos os seus problemas. Com essa esperança em mente, os crentes mileritas mantinham suas reuniões para se encorajarem, à medida que o momento predito se aproximava. A alegria lhes enchia o coração. Conforme Ellen expressou posteriormente, o ano de 1844 foi o “mais feliz de sua vida” (LS, p. 59).

Ao olhar para o passado, percebemos que aqueles fiéis estavam errados quanto à data do advento, mas não em relação à esperança. A bendita esperança do advento de Jesus continua a ser uma alegria que enche nosso coração de expectativa.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Mistérios - IJ

Mas há um Deus no Céu, que explica mistérios. Daniel 2:28

Paulo torceu o nariz para as afirmações do livro de biologia, e dois amigos ficaram olhando para ele.

− Essa é difícil de explicar – disse Paulo. – Deve ter algo incorreto nessa teoria; afinal, se a entendermos dessa maneira, afastamos vários conceitos a respeito de Deus e de Sua existência.

− Como você pode rejeitar o que diz a ciência? – questionou um dos amigos.

− Eu não rejeito a ciência. Eu acredito que ela é a ferramenta para descobrir os mistérios e maravilhas que Deus escondeu no Universo. Toda afirmação científica, no meu ponto de vista, deve apontar para o Criador. A ciência que diz o contrário, certamente está equivocada; pois, ou procura respostas no lugar errado, ou interpreta de forma incorreta os dados que analisou.

As palavras do jovem Paulo foram sábias. Em certa ocasião, o cientista Louis Pasteur afirmou: “Um pouco de ciência nos afasta de Deus. Muito, nos aproxima.”

Por sua vez, o cientista ateu Stephen Hawking disse que sua ciência alcançou justamente o contrário: “O que eu fiz foi demonstrar que é possível determinar, pelas leis da ciência, o modo como o Universo começou. Nesse caso, não é necessário apelar a Deus para explicar como começou o Universo. Se isso não prova que Deus não existe, pelo menos prova que Deus não é preciso para nada.”

Você não acha muita arrogância do ser humano, diante da complexidade do Universo, excluir a intervenção de um Ser superior no surgimento de todas as coisas? É muito atrevimento nosso olhar para o céu e acreditar que temos respostas definitivas para a existência, excluindo a atuação de Deus!

“Na verdadeira ciência não pode existir coisa alguma contrária aos ensinamentos da Palavra de Deus, uma vez que ambas são originadas do mesmo autor. A correta compreensão das duas sempre provará que se encontram em mútua harmonia” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 8, p. 258).

A ciência deve desvendar os mistérios de Deus e apontar para Ele. Devemos olhar com reservas para a ciência que desacredita no Criador.

Se você tiver alguma dúvida a respeito das teorias científicas, não tenha medo de fazer perguntas. Contudo, lembre-se de que ainda há muitos mistérios a ser revelados e de que a verdadeira ciência sempre indicará que tudo foi perfeitamente organizado por Deus.

Consegue Ouvir a Voz DEle? - MM

Fala, pois o teu servo está ouvindo. 1 Samuel 3:10

O despertador dispara… Você o desliga e pensa: Vou ficar na cama só mais uns cinco minutinhos... Vira para o lado e, algum tempo depois, olha novamente para o relógio e percebe que não se passaram apenas cinco minutinhos. Já se foram vinte! Você dá um pulo da cama e começa seu dia já correndo. Corre para o banheiro, escova os dentes; corre para a cozinha, pega alguma comida e põe na bolsa; chama as crianças, apressa todo mundo; e, quando mal percebem, já estão dentro do carro seguindo para as atividades do dia.

Deixa os filhos na escola. Pega trânsito, come o lanche e vai pensando nos milhões de coisas que estão esperando por você no escritório. Enfim chega, deseja um rápido bom-dia para os colegas e já mergulha de cabeça nas mil e uma atividades que tem para resolver. O telefone toca, as mensagens não param de chegar pelas redes sociais, os colegas pedem favores, o chefe pede aquele relatório, algumas coisas dão errado, outras dão certo e, quando você menos espera, chega a hora do almoço.

Comer rapidinho é sua especialidade; afinal, nessa uma hora de intervalo é preciso também resolver alguns assuntos externos. Engole a comida e novamente “pé na rua”. Com cinco minutos de atraso, está de volta ao batente!

Parece que no período da tarde as horas demoram um pouco mais a passar; afinal, você já está pensando nas atividades que vai realizar quando sair do escritório. Às 6h da tarde você corre, pega o carro, pega as crianças que haviam ficado na casa de um amigo, deixa os pequenos em casa, vai até o supermercado, comenta com o caixa sobre a correria da vida e, juntos, chegam à seguinte conclusão: “É, a vida é assim mesmo.”

Segue para casa, come alguma coisa, conversa durante uns dez minutos com a família e segue para o seu relax; afinal, todo mundo merece ter um tempo só para si mesmo. Navega algumas horas na internet, vê que já está tarde e que nem sequer tomou um banho. Bom, ainda dá tempo. Você se apressa, toma um banho, dá um beijo em cada filho, cada um no próprio quarto, com seus eletrônicos, 
e desmaia na cama. Quase pega no sono quando se lembra de algo...

Será que finalmente você vai se lembrar de Deus? Estou feliz, pois acho que sim. Agora você se levanta da cama e ouve um pouco a voz do Pai celestial que nunca Se esquece de você. Acredito que se lembra de que precisa orar a Ele, entregar sua família nas mãos poderosas de Deus, conversar com Ele sobre sua vida, seus problemas, suas alegrias e tristezas. Estou feliz, pois acho que você tem consciência de que, sem buscá-Lo, nunca poderá saber quais sãos os sonhos dEle para a sua vida. É disso que você se lembra?

Continuando a cena, vejo que você quase pega no sono, mas se lembra de algo: ver se o despertador está ligado para o dia seguinte.

Márcia Raposo Ebinger

Ellen Crê no Advento – 1 - MD

Na casa de meu pai há muitas moradas. Se assim não fora, Eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar. E, quando Eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para Mim mesmo, para que, onde Eu estou, estejais vós também. João 14:2, 3

Ellen Harmon ouviu Guilherme Miller pela primeira vez em uma série em Portland, Maine, em março de 1840. Quando ele voltou para uma segunda sequência de encontros, em junho de 1842, ela participou com alegria.

Ellen aceitara a mensagem de Miller, mas não conseguia escapar do medo incessante de não ser “boa o suficiente”. Além disso, a ideia de Deus torturando as pessoas num inferno eterno a atormentava.

Enquanto Ellen se encontrava nesse estado mental, a mãe sugeriu que ela se aconselhasse com Levi Stockman, pastor metodista que havia aceitado o milerismo. Stockman aliviou a mente de Ellen ao lhe contar “acerca do amor de Deus por Seus filhos errantes; disse que, em vez de Se alegrar em sua destruição, Ele almeja atraí-los a Si com fé e singela confiança. Ele se demorou a falar do grande amor de Cristo e do plano da redenção”.

“Vai em paz, Ellen”, ele disse, “volte para a sua casa confiante em Jesus, pois Ele não retirará Seu amor de todo aquele que O busca verdadeiramente” (T1, p. 30).

A conversa foi um dos grandes pontos de virada na vida de Ellen Harmon. Daquele momento em diante, ela começou a ver em Deus “um Pai bondoso e terno, em vez de um tirano austero, que constrange os seres humanos à obediência cega”. Seu coração “correu em direção a Ele com amor profundo e fervoroso. A obediência à Sua vontade [então] parecia uma alegria; era um prazer estar a Seu serviço” (LS, p. 39).

A nova compreensão de que Deus é um Pai carinhoso ajudou a jovem Ellen de diversas maneiras. Uma delas foi entender a natureza do inferno, assunto que analisaremos mais à frente.

A visão de Deus como Pai bondoso também a ajudou a aguardar o segundo advento com alegria e entusiasmo. Ela percebeu que não tinha nada a temer; na verdade, entendeu que tinha tudo a esperar.

E que esperança bendita! Quantas vezes nós, no século 21, ficamos tão envolvidos em nossa vida cotidiana a ponto de falharmos em compreender a magnitude das promessas da segunda vinda de Jesus! Por melhores que sejam as coisas dadas a nós por nosso Pai bondoso aqui na Terra, a Bíblia nos revela que aquilo que está por vir será infinitamente melhor.

Podemos ser gratos por ter um “Pai bondoso”.

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Corpo e coração - IJ

Os ensinos do Senhor são certos e alegram o coração. Os Seus ensinamentos são claros e iluminam a nossa mente. Salmo 19:8

O coração de Hugo estava acelerado. Curvou o corpo e apoiou as duas mãos nos joelhos. Respirou fundo, mas parecia que todo o ar do mundo não seria suficiente para recuperar seu fôlego.

− Você está bem? – Márcio lhe perguntou, parado ao seu lado na pista de corrida do clube.

Hugo não conseguia responder. Apenas continuou respirando enquanto uma dor intensa se espalhava pelo peito e pela lateral do corpo.
O amigo o ajudou a caminhar até o gramado lateral, onde Hugo sentou-se e esperou o mal-estar passar.

− Estou com sobrepeso – disse o jovem se recuperando. – Tenho me alimentado mal e, quando tento fazer exercícios, sinto essa canseira horrível.

− Não desista, Hugo – disse Márcio. – Eu conheço ótimas dicas de vida saudável. Água, ar puro, alimento adequado... Sabia que a Bíblia fala muito a esse respeito? Vou ajudá-lo, e você verá como a melhora no aspecto físico vai beneficiar todas as outras áreas da vida.
Precisamos cuidar do corpo e da mente, pois a melhora de um reflete no desempenho do outro.

Márcio estava certo. Ellen White afirmou que “a afinidade que existe entre a mente e o corpo é muito grande. Se um é afetado, o outro se ressente. O estado mental tem muito que ver com a saúde física. Se a mente está despreocupada e contente, sob a consciência do dever cumprido e com certo senso de satisfação por proporcionar felicidade a outros, isso criará uma alegria que reagirá sobre todo o organismo, produzindo mais perfeita circulação do sangue e o fortalecimento de todo o corpo. A bênção de Deus é um remédio; e os que são generosos em beneficiar a outros, experimentarão essa maravilhosa bênção no próprio coração e na vida” (Testemunhos Para a Igreja, v. 4, p. 60, 61).

Corpo e mente estão estreitamente interligados e são interdependentes. Se você está com o corpo em bom estado, sua mente refletirá isso. Se o coração está bem e fielmente ligado a Deus, isso também se reproduzirá em seu bem-estar.

Você possui algum mau hábito que prejudica sua saúde física ou mental? Troque-o pelas ótimas orientações que estão na Palavra de Deus. É no Criador que encontramos forças para o corpo e alegria para a mente.