sábado, 18 de abril de 2015

Possibilidades de Cooperação – 1 - MD

Ainda tenho outras ovelhas, não deste aprisco; a Mim Me convém conduzi-las; elas ouvirão a Minha voz; então, haverá um rebanho e um pastor. João 10:16

Com a reinterpretação do assunto da porta fechada e da queda de Babilônia, Tiago e Ellen White criaram o fundamento teológico para a cooperação do adventismo com outros grupos cristãos. Tal parceria se tornou uma questão cada vez mais forte, à medida que os adventistas do sétimo dia perceberam que o segundo advento não estava tão próximo quanto eles haviam esperado a princípio.

Todavia, a associação com as pessoas “de fora” traria as próprias tensões para a denominação, as quais dividiriam o pensamento adventista naquilo que podemos classificar como orientações “moderada” e “radical”. Os moderados eram favoráveis à cooperação que não comprometesse a integridade teológica e ética do movimento, ao passo que os radicais tinham dificuldade em trabalhar com qualquer grupo que não entendesse as coisas exatamente como eles.

Um caso ilustrativo é a relação do adventismo com a União das Mulheres Cristãs em Prol da Temperança. Sem dúvida, tal movimento contava com boas ideias, pois defendia a temperança, em conformidade com as preocupações do adventismo. O resultado foi que, a partir de 1877, os adventistas começaram a unir esforços com essa instituição.

As integrantes do grupo aparentemente só defendiam boas ideias. Contudo, em 1887, elas misturaram as coisas ao se aliarem à Associação Nacional de Reforma, na iniciativa de conseguir a aprovação de uma lei federal apoiando o caráter sagrado do domingo. Naquele mesmo ano, a União das Mulheres Cristãs incluiu um departamento de observância do domingo em sua organização. No ano seguinte, apoiou um projeto de lei federal em prol da guarda do domingo.

Tais passos demonstravam que aquele grupo estava se transformando rapidamente em uma completa Babilônia aos olhos de alguns adventistas. Embora tivessem “a verdade” no que se refere à temperança, ao mesmo tempo apoiavam o “erro” quanto à questão do sábado. Eles concluíram que, se isso não fosse confusão ou Babilônia, o que seria então? Tais mudanças continuaram a causar preocupação entre as fileiras adventistas ao longo dos anos 1890.

Esses são os fatos do caso. A tarefa de hoje é: debater com outros ou pensar sobre qual deve ser a atitude apropriada e que rumo tomar numa situação como essa.

Como tais questões afetam o que significa ser um cristão adventista no mundo contemporâneo?

Orai Sem Cessar - MM

Orem no Espírito em todas as ocasiões, com toda oração e súplica. Efésios 6:18

Faz tempo que mudei minha oração para: “Senhor, faze de mim aquilo que o Senhor deseja para minha vida!” E eu, alegremente, tenho colhido os frutos de me dispor a ser barro nas mãos dEle. Com isso, tenho buscado orar sem cessar. Orar por todas as coisas que acontecem. O pensamento que passa em minha cabeça se torna uma oração.

“Deus, obrigada porque gosto de fazer comida saudável para meus filhos”, oro em voz alta na cozinha. Na hora do almoço, enquanto comemos, louvo a Deus por cada alimento. Minhas crianças se divertem: “Ó, Deus, muito obrigada pelo tomate que o Senhor fez para a Débora. Eu sei que, quando o Senhor fez este tomate crescer, o Senhor sabia que a Débora iria comê-lo... Veja bem, Senhor, olha a alegria da Débora ao comer o tomate que o Senhor fez especialmente para ela. Ah, Deus obrigada! Agora, vejamos... O que temos no prato do Daniel? Hummm... milho! Obrigada, Deus, pelo milho que o Senhor fez crescer e que a mamãe preparou com tanto carinho para o Daniel... Ó, Deus, obrigada porque o Senhor faz tudo pensando em nosso bem!” Durante o dia, qualquer situação vira motivo de oração, de agradecimento ou petição. “Meu Deus! Estamos atrasados e o trânsito está tão lento... Pare o relógio, por favor.” Não sei como Ele faz, mas é como se o tempo parasse em nosso favor. Desta forma, tenho incentivado minha família a fazer o mesmo.

Outro dia, meu esposo estava atrasado para fazer uma prova e as crianças sugeriram: “Mamãe, vamos orar para Deus parar o relógio para o papai?” Quando meu esposo retornou, logo perguntaram: “E aí, papai, o que aconteceu? Nós oramos quando o senhor saiu!” E meu esposo então relatou que havia conseguido chegar antes do professor, pois ele também se atrasara.

Minhas duas crianças são minha maior motivação para ser uma melhor filha para Deus. Quero que cresçam sabendo que nós cremos num Deus real, um Deus que, quando você precisa, estende a mão na hora, em qualquer ocasião; seja para mostrar onde está o brinquedo que sumiu, para fazer o carro pegar, para nos ajudar a escolher que viagem fazer...

Hoje, eu quero desafiar você a orar sem cessar, ter uma atitude de consciência da presença de Deus e render a Ele tudo o que você faz, o tempo todo. A cada momento do seu respirar, você deve ter a consciência de que Deus está com você e está ativamente envolvido em seus pensamentos e ações. Fazendo assim, você será, em seu lar, um exemplo vivo de verdadeira comunhão com o nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. Desejo um dia pleno para você, querida! Um dia de paz, sabedoria e, é claro, muita oração!

Juliana Rosa

Asas sujas - IJ

Estou me afogando nos meus pecados; eles são uma carga pesada demais para mim. Salmo 38:4

No ano de 2010, uma plataforma de extração de petróleo situada no Golfo do México chamada Deepwater Horizon explodiu, afundando dois dias depois. O acidente lançou em torno de 3 a 4 milhões de barris de petróleo no oceano, deixando uma mancha negra de mais de 1.550 km2 de extensão.

Em 1991, no Golfo Pérsico, o ex-ditador Sadam Hussein mandou incendiar cerca de 730 mil poços de petróleo do país vizinho, Kuwait. O ato causou um dos maiores desastres ambientais de que se tem notícia naquela região. Provocou a poluição do ar, da terra e da água, prejudicando todo o ecossistema da área atingida.

Uma das imagens mais marcantes que guardo dessas notícias é da mancha de óleo se espalhando e atingindo os pássaros. As penas ficavam coladas e eles mal conseguiam abrir o bico para se alimentar. Voar com as asas sujas era completamente impossível. Os ambientalistas se esforçavam ao máximo para salvá-los, socorrendo os sobreviventes e tentando limpar suas penas.

Este mundo também sofreu um desastre ecológico quando o pecado foi derramado nele. Ele devastou todo o ecossistema perfeito que Deus havia criado.

A culpa atingiu a vida de todos os seres viventes e manchou o coração dos homens com sujeira.

Todavia, Deus enviou Seu Filho para fazer a limpeza. Jesus veio à Terra, nasceu como criança, exerceu Seu ministério libertador e, ao morrer na cruz, ofereceu Seu sangue para nos lavar de todos os nossos pecados. No dia da redenção Ele dirá: “Bem-aventurados aqueles que lavam as suas vestiduras no sangue do Cordeiro, para que lhes assista o direito à árvore da vida, e entrem na cidade pelas portas” (Apocalipse 22:14, ARA).

Assim como é impossível para uma ave voar com as asas sujas de óleo, uma pessoa não pode voar para o Céu com a vida revestida de pecado. É impossível andar com Deus e continuar carregando as transgressões. É impossível crescer espiritualmente arrastando delitos.
Você tem asas espirituais; e, para voar para bem perto de Deus, é preciso deixá-las limpas. Somente o sangue de Jesus é capaz de fazer isso. Confesse seus pecados, receba Seu perdão e viva a liberdade que Cristo lhe concede.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

O Ajuste da Segunda Mensagem Angélica – 2 - MD

Depois destas coisas, vi descer do céu outro anjo, que tinha grande autoridade, e a Terra se iluminou com a sua glória. Então, exclamou com potente voz, dizendo: Caiu! Caiu a grande Babilônia. Apocalipse 18:1, 2

Depois que os guardadores do sábado deixaram de defender o ensino de que a porta da graça havia se fechado, abriu-se o caminho para outra compreensão da queda de Babilônia.

Eles passaram a entender que a segunda mensagem angélica apresentava a queda de Babilônia em duas etapas. Ao passo que Fitch havia considerado Apocalipse 14:8 e 18:1-4 um só evento, Tiago White e os guardadores do sábado começaram a interpretar os acontecimentos como dois incidentes separados.

Tiago observou que a queda da Babilônia narrada em 14:8 “se encontra no passado”, enquanto a apresentada em 18:1-4 é presente e sobretudo futura. Conforme ele declarou em 1859: “Primeiro ela cai [14:8]; em segundo lugar, torna-se morada de demônios e ‘covil de toda espécie de espírito imundo’ [...]; terceiro, o povo de Deus é chamado para sair dela; e quarto, as pragas divinas são derramadas sobre ela.”

Portanto, embora os guardadores do sábado cressem que o mundo religioso cometera um grave erro durante o início dos anos 1840 ao rejeitar a mensagem do segundo advento com veemência, essa recusa foi apenas o início da confusão. Acontecimentos posteriores, especialmente no fim dos tempos, levariam essas denominações a uma desordem moral e doutrinária ainda mais séria. Como resultado, Deus finalmente desistirá daqueles que escolheram fazer parte de Babilônia.

Ellen White concordou com a reinterpretação de seu esposo sobre a queda progressiva de Babilônia, mas, com o tempo, ela foi além disso. De acordo com a Sra. White, “o cumprimento perfeito de Apocalipse 14:8 está ainda no futuro”. Uma consequência disso é que “a grande massa dos verdadeiros seguidores de Cristo encontra-se ainda” em igrejas fora do adventismo. Logo, Babilônia está confusa, mas ainda não caiu por completo. Como resultado, declarou ela, o chamado “Sai dela, povo Meu”, de Apocalipse 18:1-4, constituirá “a advertência final a ser dada aos habitantes da Terra” (GC, p. 390, 604).

Senhor, ajuda-me hoje a desenvolver um coração compreensivo que defende a verdade, mas que mostra bondade àqueles que não enxergam as coisas da mesma forma que eu.

Mensageiros do Céu - MM

Que a paz de Cristo seja o juiz em seu coração, visto que vocês foram chamados para viver em paz, como membros de um só corpo. E sejam agradecidos. Colossenses 3:15

“Se pudessem ver os muitos perigos por meio dos quais vocês são guiados a salvo cada dia por esses mensageiros do Céu, a gratidão lhes brotaria do coração e encontraria expressão em seus lábios” (Ellen G. White, Conselhos Sobre Saúde, p. 384). Esse texto se concretizou em minha vida de diversas maneiras e em diferentes épocas.

Lembro-me de que, quando eu cursava faculdade e voltava tarde da noite para casa, passava por uma rua perigosa que eu precisava atravessar apressadamente, pois os veículos a cruzavam em alta velocidade.

Numa noite fria, às 23h15, ao passar por aquela rua deserta e com pouca iluminação, caí em um buraco e sofri uma contusão muscular no pé direito. A dor era imensa e, apesar de algumas tentativas frustradas, não consegui me levantar. De longe avistei um ônibus vindo em minha direção e comecei a rastejar pela rua. Quando olhei para a calçada, vi um senhor passando. Comecei a gritar e pedir socorro. Rápida e bondosamente, ele veio em minha direção, pegou-me no colo e me levou até a calçada. Depois de me recuperar do susto, levantei a cabeça para agradecer-lhe, mas não o vi mais. Olhei ao redor e, para minha surpresa, ele desaparecera.

Tantos anos depois, ainda me lembro da ajuda que recebi daquele senhor de cabelos grisalhos. Deus colocou um dos Seus mensageiros em meu caminho naquela noite.

Apesar dessa experiência, eu me afastei da igreja, pois me casei com um homem que tinha outra formação religiosa; porém, nunca deixei os princípios que aprendi quando pequena, e sempre fazia minhas orações diárias. Depois de dez anos afastada, voltei para Cristo, com meu marido e filhos. Hoje, nós participamos das atividades da igreja e eu faço parte do Ministério da Mulher.

Como naquele dia, Deus tem protegido minha família. Sinto Seu amor e Sua presença em meu lar. Às vezes, nós passamos por aflições, mas os mensageiros do Senhor nos salvam, confortam e guiam.

Ellen G. White nos lembra de que: “Embora nossos pecados mereçam condenação, Ele não nos condena. Ano após ano, tem lidado com a nossa fraqueza e ignorância, com nossa ingratidão e extravios. Apesar desses desvios, nossa dureza de coração, nossa negligência de Sua santa Palavra, Sua mão ainda se acha estendida para nós” (A Ciência do Bom Viver, p. 161).

Alessandra Greenhalgh

Chatos e admiráveis - IJ

Queridos amigos, amemos uns aos outros porque o amor vem de Deus. Quem ama é filho de Deus e conhece a Deus. 1 João:4:7

Com a extremidade do lápis, Alan cutucou as costas do colega de sala:

− Tem borracha para emprestar?

Tiago fez cara feia. Virou-se, pegou a borracha e entregou ao amigo. Alan o incomodava o tempo inteiro com aqueles cutucões. Cada hora pedia algo emprestado: folha em branco, caneta, apontador, chiclete, bala e até dinheiro para o lanche. O único item que não pedia era o lápis, mas Tiago suspeitava que Alan o trouxesse apenas para espetá-lo.

− “Cara”, você tem que parar com isso – Tiago reclamou. – Minhas costas já estão machucadas.

Alan entendeu o recado. Viu que estava sendo irritante e parou. No outro dia, foi Tiago quem puxou assunto:

− Não precisa de nada hoje?

− Todo dia preciso. Você sabe... – Alan sorriu.

− Eu lhe trouxe um presente – Tiago mostrou um lápis cuja extremidade tinha uma borracha. – Veja se não me espeta usando a ponta!
Alan era daqueles amigos de verdade. Tinha muito em comum com Tiago, conversavam sobre todas as coisas, trocavam confidências e tinham o propósito comum de servir a Deus. Era daqueles amigos mais chegados que um irmão (Provérbios 18:24).

Nas palavras do poeta Mário Quintana: “Há duas espécies de chatos: os chatos propriamente ditos e os amigos, que são os nossos chatos prediletos”.

Você deve ter um desses amigos que o incomodam de vez em quando, mas que não consegue viver sem ele. Aliás, você deve incomodá-lo também, ligando fora de hora, perguntando se “o celular tem crédito”, ou se “a tia [mãe dele] não vai fazer um lanche” para vocês.

Esses amigos são insubstituíveis e ficam para sempre no coração. Se você tem um amigo assim, diga-lhe que ele é o seu “chato predileto”!

quinta-feira, 16 de abril de 2015

O Ajuste da Segunda Mensagem Angélica – 1 - MD

Um segundo anjo seguiu o primeiro, dizendo: – Caiu! Caiu a grande Babilônia! Ela embriagou todos os povos, dando-lhes o seu vinho, o vinho forte da sua terrível imoralidade! Apocalipse 14:8, NTLH

Até que ponto os adventistas do sétimo dia devem cooperar com outras denominações cristãs? A igreja e seus membros devem participar de projetos sociais com outras denominações? Caso sim, por quê?

Tais perguntas são importantes. Afinal, nossos primeiros companheiros de fé não ensinavam que todas as outras igrejas fazem parte da Babilônia caída de Apocalipse 14:8 e 18:1-4?

É certo que sim. E por causa desse ensino, o adventismo ainda enfrenta tensão em vários subgrupos quanto à problemática da cooperação com outros cristãos. Felizmente, a história do adventismo lança bastante luz sobre o tema da queda da Babilônia e sobre as questões relacionadas a isso.

Conforme observamos antes, as primeiras interpretações adventistas acerca da Babilônia já existiam bem antes do nascimento do adventismo do sétimo dia. Observamos que Charles Fitch abriu caminho para o conceito milerita quando começou a proclamar a queda da Babilônia, no verão de 1843. Para Fitch, a Babilônia era formada tanto por católicos romanos quanto por protestantes que rejeitavam os ensinos da Bíblia sobre o segundo advento.

Tiago White ratificou a compreensão básica em 1859, ao escrever: “Sem hesitar, aplicamos o título de Babilônia do Apocalipse a todo o cristianismo corrupto.” A corrupção envolvia queda moral e a mistura de ensinos cristãos com filosofias não cristãs, por exemplo, a imortalidade da alma, que deixava as igrejas sem defesa contra o espiritualismo. Em suma, Babilônia representava as igrejas confusas.
Entretanto, com a passagem do tempo, os adventistas guardadores do sábado, no início dos anos 1850, começaram a perceber que as denominações fiéis ao domingo não se encontravam erradas em muitas áreas de seu ensino e de sua prática. O mundo não era tão preto no branco quanto haviam pensado a princípio. Tais pensamentos os colocaram em um caminho que levaria a mais discernimento no tocante às consequências da segunda mensagem angélica.

Ajuda-nos, Pai, a manter os olhos abertos para o bem que há nos outros, até mesmo naqueles que estão confusos em seu sistema de crenças.