sábado, 18 de abril de 2015

Possibilidades de Cooperação – 1 - MD

Ainda tenho outras ovelhas, não deste aprisco; a Mim Me convém conduzi-las; elas ouvirão a Minha voz; então, haverá um rebanho e um pastor. João 10:16

Com a reinterpretação do assunto da porta fechada e da queda de Babilônia, Tiago e Ellen White criaram o fundamento teológico para a cooperação do adventismo com outros grupos cristãos. Tal parceria se tornou uma questão cada vez mais forte, à medida que os adventistas do sétimo dia perceberam que o segundo advento não estava tão próximo quanto eles haviam esperado a princípio.

Todavia, a associação com as pessoas “de fora” traria as próprias tensões para a denominação, as quais dividiriam o pensamento adventista naquilo que podemos classificar como orientações “moderada” e “radical”. Os moderados eram favoráveis à cooperação que não comprometesse a integridade teológica e ética do movimento, ao passo que os radicais tinham dificuldade em trabalhar com qualquer grupo que não entendesse as coisas exatamente como eles.

Um caso ilustrativo é a relação do adventismo com a União das Mulheres Cristãs em Prol da Temperança. Sem dúvida, tal movimento contava com boas ideias, pois defendia a temperança, em conformidade com as preocupações do adventismo. O resultado foi que, a partir de 1877, os adventistas começaram a unir esforços com essa instituição.

As integrantes do grupo aparentemente só defendiam boas ideias. Contudo, em 1887, elas misturaram as coisas ao se aliarem à Associação Nacional de Reforma, na iniciativa de conseguir a aprovação de uma lei federal apoiando o caráter sagrado do domingo. Naquele mesmo ano, a União das Mulheres Cristãs incluiu um departamento de observância do domingo em sua organização. No ano seguinte, apoiou um projeto de lei federal em prol da guarda do domingo.

Tais passos demonstravam que aquele grupo estava se transformando rapidamente em uma completa Babilônia aos olhos de alguns adventistas. Embora tivessem “a verdade” no que se refere à temperança, ao mesmo tempo apoiavam o “erro” quanto à questão do sábado. Eles concluíram que, se isso não fosse confusão ou Babilônia, o que seria então? Tais mudanças continuaram a causar preocupação entre as fileiras adventistas ao longo dos anos 1890.

Esses são os fatos do caso. A tarefa de hoje é: debater com outros ou pensar sobre qual deve ser a atitude apropriada e que rumo tomar numa situação como essa.

Como tais questões afetam o que significa ser um cristão adventista no mundo contemporâneo?

Orai Sem Cessar - MM

Orem no Espírito em todas as ocasiões, com toda oração e súplica. Efésios 6:18

Faz tempo que mudei minha oração para: “Senhor, faze de mim aquilo que o Senhor deseja para minha vida!” E eu, alegremente, tenho colhido os frutos de me dispor a ser barro nas mãos dEle. Com isso, tenho buscado orar sem cessar. Orar por todas as coisas que acontecem. O pensamento que passa em minha cabeça se torna uma oração.

“Deus, obrigada porque gosto de fazer comida saudável para meus filhos”, oro em voz alta na cozinha. Na hora do almoço, enquanto comemos, louvo a Deus por cada alimento. Minhas crianças se divertem: “Ó, Deus, muito obrigada pelo tomate que o Senhor fez para a Débora. Eu sei que, quando o Senhor fez este tomate crescer, o Senhor sabia que a Débora iria comê-lo... Veja bem, Senhor, olha a alegria da Débora ao comer o tomate que o Senhor fez especialmente para ela. Ah, Deus obrigada! Agora, vejamos... O que temos no prato do Daniel? Hummm... milho! Obrigada, Deus, pelo milho que o Senhor fez crescer e que a mamãe preparou com tanto carinho para o Daniel... Ó, Deus, obrigada porque o Senhor faz tudo pensando em nosso bem!” Durante o dia, qualquer situação vira motivo de oração, de agradecimento ou petição. “Meu Deus! Estamos atrasados e o trânsito está tão lento... Pare o relógio, por favor.” Não sei como Ele faz, mas é como se o tempo parasse em nosso favor. Desta forma, tenho incentivado minha família a fazer o mesmo.

Outro dia, meu esposo estava atrasado para fazer uma prova e as crianças sugeriram: “Mamãe, vamos orar para Deus parar o relógio para o papai?” Quando meu esposo retornou, logo perguntaram: “E aí, papai, o que aconteceu? Nós oramos quando o senhor saiu!” E meu esposo então relatou que havia conseguido chegar antes do professor, pois ele também se atrasara.

Minhas duas crianças são minha maior motivação para ser uma melhor filha para Deus. Quero que cresçam sabendo que nós cremos num Deus real, um Deus que, quando você precisa, estende a mão na hora, em qualquer ocasião; seja para mostrar onde está o brinquedo que sumiu, para fazer o carro pegar, para nos ajudar a escolher que viagem fazer...

Hoje, eu quero desafiar você a orar sem cessar, ter uma atitude de consciência da presença de Deus e render a Ele tudo o que você faz, o tempo todo. A cada momento do seu respirar, você deve ter a consciência de que Deus está com você e está ativamente envolvido em seus pensamentos e ações. Fazendo assim, você será, em seu lar, um exemplo vivo de verdadeira comunhão com o nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. Desejo um dia pleno para você, querida! Um dia de paz, sabedoria e, é claro, muita oração!

Juliana Rosa

Asas sujas - IJ

Estou me afogando nos meus pecados; eles são uma carga pesada demais para mim. Salmo 38:4

No ano de 2010, uma plataforma de extração de petróleo situada no Golfo do México chamada Deepwater Horizon explodiu, afundando dois dias depois. O acidente lançou em torno de 3 a 4 milhões de barris de petróleo no oceano, deixando uma mancha negra de mais de 1.550 km2 de extensão.

Em 1991, no Golfo Pérsico, o ex-ditador Sadam Hussein mandou incendiar cerca de 730 mil poços de petróleo do país vizinho, Kuwait. O ato causou um dos maiores desastres ambientais de que se tem notícia naquela região. Provocou a poluição do ar, da terra e da água, prejudicando todo o ecossistema da área atingida.

Uma das imagens mais marcantes que guardo dessas notícias é da mancha de óleo se espalhando e atingindo os pássaros. As penas ficavam coladas e eles mal conseguiam abrir o bico para se alimentar. Voar com as asas sujas era completamente impossível. Os ambientalistas se esforçavam ao máximo para salvá-los, socorrendo os sobreviventes e tentando limpar suas penas.

Este mundo também sofreu um desastre ecológico quando o pecado foi derramado nele. Ele devastou todo o ecossistema perfeito que Deus havia criado.

A culpa atingiu a vida de todos os seres viventes e manchou o coração dos homens com sujeira.

Todavia, Deus enviou Seu Filho para fazer a limpeza. Jesus veio à Terra, nasceu como criança, exerceu Seu ministério libertador e, ao morrer na cruz, ofereceu Seu sangue para nos lavar de todos os nossos pecados. No dia da redenção Ele dirá: “Bem-aventurados aqueles que lavam as suas vestiduras no sangue do Cordeiro, para que lhes assista o direito à árvore da vida, e entrem na cidade pelas portas” (Apocalipse 22:14, ARA).

Assim como é impossível para uma ave voar com as asas sujas de óleo, uma pessoa não pode voar para o Céu com a vida revestida de pecado. É impossível andar com Deus e continuar carregando as transgressões. É impossível crescer espiritualmente arrastando delitos.
Você tem asas espirituais; e, para voar para bem perto de Deus, é preciso deixá-las limpas. Somente o sangue de Jesus é capaz de fazer isso. Confesse seus pecados, receba Seu perdão e viva a liberdade que Cristo lhe concede.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

O Ajuste da Segunda Mensagem Angélica – 2 - MD

Depois destas coisas, vi descer do céu outro anjo, que tinha grande autoridade, e a Terra se iluminou com a sua glória. Então, exclamou com potente voz, dizendo: Caiu! Caiu a grande Babilônia. Apocalipse 18:1, 2

Depois que os guardadores do sábado deixaram de defender o ensino de que a porta da graça havia se fechado, abriu-se o caminho para outra compreensão da queda de Babilônia.

Eles passaram a entender que a segunda mensagem angélica apresentava a queda de Babilônia em duas etapas. Ao passo que Fitch havia considerado Apocalipse 14:8 e 18:1-4 um só evento, Tiago White e os guardadores do sábado começaram a interpretar os acontecimentos como dois incidentes separados.

Tiago observou que a queda da Babilônia narrada em 14:8 “se encontra no passado”, enquanto a apresentada em 18:1-4 é presente e sobretudo futura. Conforme ele declarou em 1859: “Primeiro ela cai [14:8]; em segundo lugar, torna-se morada de demônios e ‘covil de toda espécie de espírito imundo’ [...]; terceiro, o povo de Deus é chamado para sair dela; e quarto, as pragas divinas são derramadas sobre ela.”

Portanto, embora os guardadores do sábado cressem que o mundo religioso cometera um grave erro durante o início dos anos 1840 ao rejeitar a mensagem do segundo advento com veemência, essa recusa foi apenas o início da confusão. Acontecimentos posteriores, especialmente no fim dos tempos, levariam essas denominações a uma desordem moral e doutrinária ainda mais séria. Como resultado, Deus finalmente desistirá daqueles que escolheram fazer parte de Babilônia.

Ellen White concordou com a reinterpretação de seu esposo sobre a queda progressiva de Babilônia, mas, com o tempo, ela foi além disso. De acordo com a Sra. White, “o cumprimento perfeito de Apocalipse 14:8 está ainda no futuro”. Uma consequência disso é que “a grande massa dos verdadeiros seguidores de Cristo encontra-se ainda” em igrejas fora do adventismo. Logo, Babilônia está confusa, mas ainda não caiu por completo. Como resultado, declarou ela, o chamado “Sai dela, povo Meu”, de Apocalipse 18:1-4, constituirá “a advertência final a ser dada aos habitantes da Terra” (GC, p. 390, 604).

Senhor, ajuda-me hoje a desenvolver um coração compreensivo que defende a verdade, mas que mostra bondade àqueles que não enxergam as coisas da mesma forma que eu.

Mensageiros do Céu - MM

Que a paz de Cristo seja o juiz em seu coração, visto que vocês foram chamados para viver em paz, como membros de um só corpo. E sejam agradecidos. Colossenses 3:15

“Se pudessem ver os muitos perigos por meio dos quais vocês são guiados a salvo cada dia por esses mensageiros do Céu, a gratidão lhes brotaria do coração e encontraria expressão em seus lábios” (Ellen G. White, Conselhos Sobre Saúde, p. 384). Esse texto se concretizou em minha vida de diversas maneiras e em diferentes épocas.

Lembro-me de que, quando eu cursava faculdade e voltava tarde da noite para casa, passava por uma rua perigosa que eu precisava atravessar apressadamente, pois os veículos a cruzavam em alta velocidade.

Numa noite fria, às 23h15, ao passar por aquela rua deserta e com pouca iluminação, caí em um buraco e sofri uma contusão muscular no pé direito. A dor era imensa e, apesar de algumas tentativas frustradas, não consegui me levantar. De longe avistei um ônibus vindo em minha direção e comecei a rastejar pela rua. Quando olhei para a calçada, vi um senhor passando. Comecei a gritar e pedir socorro. Rápida e bondosamente, ele veio em minha direção, pegou-me no colo e me levou até a calçada. Depois de me recuperar do susto, levantei a cabeça para agradecer-lhe, mas não o vi mais. Olhei ao redor e, para minha surpresa, ele desaparecera.

Tantos anos depois, ainda me lembro da ajuda que recebi daquele senhor de cabelos grisalhos. Deus colocou um dos Seus mensageiros em meu caminho naquela noite.

Apesar dessa experiência, eu me afastei da igreja, pois me casei com um homem que tinha outra formação religiosa; porém, nunca deixei os princípios que aprendi quando pequena, e sempre fazia minhas orações diárias. Depois de dez anos afastada, voltei para Cristo, com meu marido e filhos. Hoje, nós participamos das atividades da igreja e eu faço parte do Ministério da Mulher.

Como naquele dia, Deus tem protegido minha família. Sinto Seu amor e Sua presença em meu lar. Às vezes, nós passamos por aflições, mas os mensageiros do Senhor nos salvam, confortam e guiam.

Ellen G. White nos lembra de que: “Embora nossos pecados mereçam condenação, Ele não nos condena. Ano após ano, tem lidado com a nossa fraqueza e ignorância, com nossa ingratidão e extravios. Apesar desses desvios, nossa dureza de coração, nossa negligência de Sua santa Palavra, Sua mão ainda se acha estendida para nós” (A Ciência do Bom Viver, p. 161).

Alessandra Greenhalgh

Chatos e admiráveis - IJ

Queridos amigos, amemos uns aos outros porque o amor vem de Deus. Quem ama é filho de Deus e conhece a Deus. 1 João:4:7

Com a extremidade do lápis, Alan cutucou as costas do colega de sala:

− Tem borracha para emprestar?

Tiago fez cara feia. Virou-se, pegou a borracha e entregou ao amigo. Alan o incomodava o tempo inteiro com aqueles cutucões. Cada hora pedia algo emprestado: folha em branco, caneta, apontador, chiclete, bala e até dinheiro para o lanche. O único item que não pedia era o lápis, mas Tiago suspeitava que Alan o trouxesse apenas para espetá-lo.

− “Cara”, você tem que parar com isso – Tiago reclamou. – Minhas costas já estão machucadas.

Alan entendeu o recado. Viu que estava sendo irritante e parou. No outro dia, foi Tiago quem puxou assunto:

− Não precisa de nada hoje?

− Todo dia preciso. Você sabe... – Alan sorriu.

− Eu lhe trouxe um presente – Tiago mostrou um lápis cuja extremidade tinha uma borracha. – Veja se não me espeta usando a ponta!
Alan era daqueles amigos de verdade. Tinha muito em comum com Tiago, conversavam sobre todas as coisas, trocavam confidências e tinham o propósito comum de servir a Deus. Era daqueles amigos mais chegados que um irmão (Provérbios 18:24).

Nas palavras do poeta Mário Quintana: “Há duas espécies de chatos: os chatos propriamente ditos e os amigos, que são os nossos chatos prediletos”.

Você deve ter um desses amigos que o incomodam de vez em quando, mas que não consegue viver sem ele. Aliás, você deve incomodá-lo também, ligando fora de hora, perguntando se “o celular tem crédito”, ou se “a tia [mãe dele] não vai fazer um lanche” para vocês.

Esses amigos são insubstituíveis e ficam para sempre no coração. Se você tem um amigo assim, diga-lhe que ele é o seu “chato predileto”!

quinta-feira, 16 de abril de 2015

O Ajuste da Segunda Mensagem Angélica – 1 - MD

Um segundo anjo seguiu o primeiro, dizendo: – Caiu! Caiu a grande Babilônia! Ela embriagou todos os povos, dando-lhes o seu vinho, o vinho forte da sua terrível imoralidade! Apocalipse 14:8, NTLH

Até que ponto os adventistas do sétimo dia devem cooperar com outras denominações cristãs? A igreja e seus membros devem participar de projetos sociais com outras denominações? Caso sim, por quê?

Tais perguntas são importantes. Afinal, nossos primeiros companheiros de fé não ensinavam que todas as outras igrejas fazem parte da Babilônia caída de Apocalipse 14:8 e 18:1-4?

É certo que sim. E por causa desse ensino, o adventismo ainda enfrenta tensão em vários subgrupos quanto à problemática da cooperação com outros cristãos. Felizmente, a história do adventismo lança bastante luz sobre o tema da queda da Babilônia e sobre as questões relacionadas a isso.

Conforme observamos antes, as primeiras interpretações adventistas acerca da Babilônia já existiam bem antes do nascimento do adventismo do sétimo dia. Observamos que Charles Fitch abriu caminho para o conceito milerita quando começou a proclamar a queda da Babilônia, no verão de 1843. Para Fitch, a Babilônia era formada tanto por católicos romanos quanto por protestantes que rejeitavam os ensinos da Bíblia sobre o segundo advento.

Tiago White ratificou a compreensão básica em 1859, ao escrever: “Sem hesitar, aplicamos o título de Babilônia do Apocalipse a todo o cristianismo corrupto.” A corrupção envolvia queda moral e a mistura de ensinos cristãos com filosofias não cristãs, por exemplo, a imortalidade da alma, que deixava as igrejas sem defesa contra o espiritualismo. Em suma, Babilônia representava as igrejas confusas.
Entretanto, com a passagem do tempo, os adventistas guardadores do sábado, no início dos anos 1850, começaram a perceber que as denominações fiéis ao domingo não se encontravam erradas em muitas áreas de seu ensino e de sua prática. O mundo não era tão preto no branco quanto haviam pensado a princípio. Tais pensamentos os colocaram em um caminho que levaria a mais discernimento no tocante às consequências da segunda mensagem angélica.

Ajuda-nos, Pai, a manter os olhos abertos para o bem que há nos outros, até mesmo naqueles que estão confusos em seu sistema de crenças.

O Vestido dos Sonhos - MM

Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que O amam, dos que foram chamados de acordo com o Seu propósito. Romanos 8:28

A data do meu casamento estava chegando e eu ainda não tinha escolhido o vestido. Na verdade, sonhava com um modelo que eu tinha provado em uma loja que ficava na rua das noivas, em São Paulo.

Quando experimentei o vestido, orei ali mesmo: “Senhor Jesus, toda mulher sonha com o dia do casamento. Esse será um dia muito especial para mim. Imagino minha entrada, atravessando o corredor da igreja e indo ao encontro do meu noivo, vendo amigos e familiares e partilhando minha felicidade. Ah, como gostaria que tudo isso acontecesse usando este vestido...”

Logo fui forçada a acordar desse sonho quando percebi que meu orçamento não permitiria alugá-lo. Assim, saí triste da loja, mas tranquila porque sabia que Jesus estava no controle da minha vida.

Ao voltar para casa, contei para minha mãe sobre o belo vestido. Realmente era um sonho poder tê-lo.

O tempo foi passando. A data do casamento estava se aproximando e eu ainda não havia escolhido outro vestido. Até que uma amiga veio à minha casa e disse: “Ana, hoje vamos escolher seu vestido. Senão, o dia do casamento vai chegar e a noiva não vai ter vestido.” Saímos e vimos vários vestidos com preços mais acessíveis. Depois de duas horas, escolhi um que me agradou.

O casamento civil seria na sexta-feira do dia 16 de abril e a cerimônia religiosa no domingo, às 18h. Na sexta-feira, eu levantei cedo para buscar o vestido escolhido. Ao chegar à loja, mostrei o comprovante do aluguel. Fiquei esperando enquanto a moça foi buscar o vestido. Para minha surpresa, ela voltou dizendo que não encontrara o vestido e que aparentemente o número do meu comprovante não estava correto. Respondi que eles mesmos haviam preenchido o comprovante.

Tentei ficar calma e expliquei que meu casamento seria no domingo e que o aluguel do vestido já estava pago. Minha amiga insistiu, dizendo que eles tinham que resolver o problema. Depois de duas horas, para compensar aquela confusão, eles me fizeram uma proposta: ficar com um vestido de primeiro aluguel que acabara de chegar. Concordei. Afinal, tinha que sair dali com um vestido de noiva. Então, a moça o trouxe para eu ver. Inacreditável! Era exatamente o vestido do meu sonho. O mesmo modelo que eu experimentara em São Paulo.

De uma maneira toda especial, Deus estava dirigindo a cerimônia do meu casamento e mostrando que Se importava comigo. Tive o casamento dos meus sonhos, com o vestido dos meus sonhos. Deus aprecia os detalhes e Se importa com cada um deles que esteja relacionado com nossa vida. Acredite!

Ana Cristina Cardoso Couto

Arriscando a vida - IJ

Mas Deus nos mostrou o quanto nos ama: Cristo morreu por nós quando ainda vivíamos no pecado. Romanos 5:8

Línguas de fogo lamberam o braço e o rosto de Mário, chamuscando-lhe o cabelo. A madeira da casa estalava com as labaredas subindo e se espalhando. O corredor se parecia com a garganta de um dragão mitológico, inundado em chamas.

Misturado com som do incêndio, Mário ouvia um choro de criança.

− Papai está chegando, filha! – Ele gritou. Por um breve momento, olhou para o incêndio à sua frente. A morte era quase certa, e as chances de salvar sua filha de 4 anos eram remotas.

O coração acelerou quando ele mergulhou no corredor de fogo, soprando as chamas com um pequeno extintor nas mãos até chegar ao quarto de sua menina. Colocou-a no colo, enrolou-a no cobertor molhado que estava em suas costas e disse-lhe baixinho:

− Calma. Nós vamos sair daqui.

Subitamente, jogou uma cadeira através da janela que queimava e saiu por ela. Quando conseguiu alcançar o jardim, entregou a filha nos braços da esposa e caiu ao chão. Mário estava muito ferido, com queimaduras em diversos lugares do corpo e vários cortes nas mãos, pernas e braços, provocados pelos estilhaços de vidro da janela. Foram necessárias várias semanas até que ele estivesse curado das feridas e se desintoxicado da fumaça. Quando lhe perguntaram como foi capaz de um ato tão heroico, Mário respondeu:

− Era minha filha! Eu faria de novo. Se fosse preciso, eu morreria por ela.

Martin Luther King disse que “se um homem não descobrir nada pelo qual morrer, não está pronto para viver”.

Você tem um Deus que morreu para salvá-lo do fogo da destruição. Ele é o seu herói. No entanto, é preciso perguntar se você, assim como os incontáveis mártires, estaria disposto a sacrificar-se por Ele. Você tem coragem de ser um herói da fé, espalhando a mensagem do Senhor e proclamando suas crenças sem medo? Você professa sua religião sem receio de que o julguem ou discriminem?

A mensagem do evangelho não avança com mais poder em razão da nossa comodidade e medo de enfrentarmos os grandes desafios à nossa frente. Empunhe sua espada, a Bíblia, e esteja disposto a expandir o reino do Senhor na guerra contra o mal. No fim, receberemos o prêmio por nossa fé e coragem: a coroa da vida.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

A Mensagem Aperfeiçoada - MD

Pois o Cordeiro que Se encontra no meio do trono os apascentará e os guiará para as fontes da água da vida. Apocalipse 7:17

O revisionismo fez parte da progressão do movimento da guarda do sábado nos anos 1850, à medida que seus integrantes começaram a analisar mais uma vez alguns de seus conceitos e ajustá-los da maneira apropriada.

Foi isso que aconteceu com a questão da porta fechada, conforme vimos ontem. Assim, no início de 1852, Tiago White podia proclamar: “Essa porta aberta nós ensinamos e convidamos a todos que têm ouvidos a ouvirem, a se dirigirem a ela e encontrarem salvação mediante Jesus Cristo. Há glória excelsa na visão de que Jesus abriu a porta para o santíssimo. [...] Se disserem que somos da teoria da porta aberta e do sábado, do sétimo dia, não nos oporemos, pois essa é nossa fé.”

Durante o início dos anos 1850, ele e outros guardadores do sábado se alegravam não só pela guia progressiva de Deus, mas também pela beleza de sua mensagem e a magnitude da missão que o Senhor colocou diante deles.

Havia vitalidade na atitude deles. Não sentiram medo de admitir que haviam cometido um erro. Além de permanecerem firmes nas crenças que defendiam por causa do estudo cuidadoso da Bíblia, estavam dispostos a adaptar aquelas que o tempo e o estudo adicional demonstrassem ser equivocadas.

Algumas pessoas pensam que a mensagem da Igreja Adventista do Sétimo Dia já nasceu com pleno desenvolvimento lá na década de 1840.

Nada poderia ser mais falso. O sistema adventista de crença é um aspecto dinâmico do movimento. À medida que Deus conduz, a denominação tem se mostrado disposta a seguir. Por isso, a compreensão das verdades bíblicas e da missão cresceu e se expandiu ao longo do tempo. Baseando-se naquilo que comprovadamente é sólido, inclusive em suas colunas doutrinárias centrais e na compreensão do desenrolar das profecias de Apocalipse 12:1 a 14:20, os adventistas continuam a ajustar seu sistema de crenças para corresponder a um entendimento mais adequado da mensagem bíblica e das necessidades de um mundo pecador.

E a transformação ainda não acabou. Deus continuará a conduzir Seu povo até o dia em que virmos Cristo voltando nas nuvens.

Pai, nós Te agradecemos por Tua orientação no passado. E aguardamos ansiosos Tua guia no futuro. Ajuda-nos a ter a mente aberta e o coração pronto à medida que nos diriges passo a passo.

Deus Não Age Pela Metade - MM

Deus é o nosso refúgio e a nossa fortaleza, auxílio sempre presente na adversidade. Salmo 46:1

Aos 13 anos, meu filho caçula, Felipe, ao brincar com um amiguinho de jogar pedra para o alto, foi atingido nos olhos por uma delas. Corri para o oftalmologista, que o examinou e disse que a retina não havia se deslocado e nada de mais grave havia acontecido. Tinham sido apenas alguns arranhões. Assim, ele prescreveu um colírio. Agradeci a Deus.

Após dois anos e meio, Felipe começou a reclamar da visão, dizendo que não estava conseguindo enxergar bem com a vista esquerda. Eu e meu marido ficamos muito preocupados.

Como um dos seus clientes era médico, meu marido lhe falou da dificuldade de visão de nosso filho. Esse médico marcou uma consulta e nela descobrimos a gravidade do problema do menino: a retina dele estava amassada como um papel na lixeira, e a cirurgia custaria muito caro. Chorei muito, mas sabia que Deus estava no controle.

O médico nos encaminhou para uma das melhores clínicas de nossa cidade para realizar um exame, que não nos foi cobrado. Um famoso oftalmologista examinou nosso filho e confirmou que o problema era grave e que a cirurgia poderia não ter sucesso.

Enquanto o médico falava, vinha à minha mente as palavras do Salmo 23:1, e eu dizia para mim mesma: Meu Deus não faz nada pela metade. Só o fato de estarmos aqui, nesta clínica tão luxuosa, sendo atendidos por um médico tão conceituado, já é uma bênção. Deus nos deu o melhor. Então eu disse ao médico:

– Confio em Deus. Ele pode fazer todas as coisas.

– Só mesmo Deus – respondeu ele, apresentando-nos o orçamento. Era um valor muito alto. Mesmo com o grande desconto que ele deu em consideração ao outro médico que nos encaminhou à clínica, ainda assim não dispúnhamos daquele valor.

Enquanto meu marido procurava o patrão para solicitar um empréstimo, aquele cliente que era médico se prontificou a pagar a cirurgia e não precisaríamos lhe devolver o dinheiro.

A cirurgia do meu filho foi um sucesso e hoje ele enxerga perfeitamente. Louvado seja o Senhor!

Eliane dos Santos Carmo Gracio

Indiferença que machuca - IJ

Ninguém o acusa das maldades que comete; ninguém o faz pagar pelos seus atos. Jó 21:31

Os óculos de Ítalo voltaram para suas mãos cheios de saliva. Três garotos eram responsáveis por tornarem seus recreios um momento angustiante. A vida na escola não era nada fácil com aquele trio agressivo que o perseguia constantemente. Roubavam-lhe o dinheiro, jogavam sujeira dentro de sua bolsa, arrancavam-lhe os óculos, grudavam chicletes em seus cabelos, entre outras maldades.

Ítalo suportava silenciosamente a cada insulto, provocação e violência. Era pequeno e sem amigos, pois ninguém na escola se aproximava dele. Alguns colegas tinham medo de também se tornarem vítimas dos três valentões que o perseguiam. Ele, por sua vez, tinha medo de contar para os pais ou para algum responsável da escola, pois lhe prometeram uma surra, caso os denunciasse.

Naquela manhã, Ítalo pegou os óculos sujos e foi ao banheiro lavá-los; pois, sem eles, não conseguia enxergar nada no quadro.

− Não sei como você suporta – disse o menino ao lado, diante da pia.

− Sabe o que é mais difícil de suportar? – Ítalo perguntou esfregando as lentes. – A indiferença de todos os que veem o que acontece comigo e não fazem nada. Ninguém me ajuda ou chama um adulto para tomar alguma providência. O que mais dói não é somente a minha falta de força, mas a falta de coragem de todos os alunos da escola.

“O mundo não está ameaçado pelas pessoas más, e sim por aquelas que permitem a maldade.” Essa grande verdade foi dita pelo cientista Albert Einstein e nos faz refletir sobre o quanto toleramos a malvadeza ao redor. Damos desculpas como: “Não quero me envolver. Não é problema meu. Tenho medo de que alguém saiba que eu contei.” Isso é covardia, e a sociedade sofre, pois a perversidade se espalha onde é tolerada.

Todos querem viver num mundo melhor, mas poucos querem se esforçar para melhorá-lo. Esforçar-se é não consentir que a perversidade faça parte do seu grupo de amigos, sua sala, escola, bairro ou família.

Quando você sofrer alguma violência, conte para um adulto responsável. Ao presenciar um ato perverso, busque ajuda, corra e conte para o professor ou outra pessoa mais velha que possa resolver o problema. Jamais tolere a maldade. Procure ajuda para aqueles que sofrem com injustiças.

terça-feira, 14 de abril de 2015

Mudança Sobre a Porta Aberta – 2 - MD

Estas coisas diz o santo, o verdadeiro, aquele que tem a chave de Davi, que abre, e ninguém fechará, e que fecha, e ninguém abrirá. Apocalipse 3:7

Um dos acontecimentos mais significativos para o adventismo do sétimo dia foi a mudança da porta fechada para a porta aberta, no início dos anos 1850.

Antes de analisarmos a nova posição, é necessário resumir os vários significados que eles atribuíam ao antigo ponto de vista: (1) a porta da graça teria se fechado em 22 de outubro de 1844; (2) uma profecia se cumprira nessa data; e (3) a missão evangelística deles após esse período se restringia aos que haviam sido mileritas.

A maioria das discussões sobre o assunto se concentrava no primeiro e no terceiro pontos, mas o segundo era igualmente importante. 
No entanto, conforme observamos antes, o cumprimento da profecia certamente não era o segundo advento. Logo, a porta da graça não havia se fechado.

O resultado é que eles acabaram reconhecendo o erro do primeiro ponto e abriram mão da interpretação da porta fechada.
Tal conclusão os levou a mudar de ideia quanto ao terceiro ponto. Desde a visão de Ellen White, em novembro de 1848, a respeito da mensagem do advento se espalhando pelo mundo como raios de luz, a percepção de uma missão com portas abertas começou a despontar aos poucos entre os relutantes fiéis. Eles passaram a ver, progressivamente com mais clareza, que tinham uma mensagem do tempo do fim para todo o mundo, não só para os ex-mileritas.

Conforme Ellen White expressou em março de 1849: “Mostrou-se-me então [...] que o tempo para os mandamentos de Deus brilharem em toda a sua importância [...] seria quando a porta fosse aberta no lugar santíssimo do santuário celestial, onde está a arca que contém os Dez Mandamentos.” Segundo essa visão, em 1844, Jesus Se levantou, fechou a porta do lugar santo e abriu a do santíssimo: “Vi que Jesus havia fechado a porta do lugar santo, e que nenhum homem poderia abri-la; e que Ele havia aberto a porta para o santíssimo, e que homem algum podia fechá-la” (PE, p. 42). Com essa abertura, chegou o discernimento sobre uma nova mensagem a respeito do sábado e de assuntos proféticos relacionados que acabariam levando os guardadores do sábado até as extremidades da Terra.

No que se refere à missão, o adventismo nunca mais seria o mesmo. Diante do movimento estava uma missão com portas abertas. Esses mensageiros tinham uma mensagem que o mundo precisava ouvir antes do advento de Jesus nas nuvens.

Abastecido? - MM

O anjo do Senhor é sentinela ao redor daqueles que O temem, e os livra. Salmo 34:7

Estávamos viajando pelas estradas de Mato Grosso quando, sem perceber, entramos na reserva indígena. Não sabíamos que era o último posto de combustível, então passamos decididos a abastecer no próximo.

O combustível já estava na reserva. A estrada era deserta. O carro parou, pois o tanque ficou vazio. Tentamos balançar o tanque, mas nada adiantou.

Pensei: “Meu Deus, o que vamos fazer agora? Estamos com duas crianças!” Foi aí que percebemos onde estávamos. Após alguns minutos, apareceu a uma longa distância um carro com alguns homens na carroceria.

Meu marido disse que iria com eles buscar ajuda e, enquanto isso, eu deveria ficar com as crianças esperando. Concordei, mas minhas pernas começaram a tremer à medida que começava a escurecer. Fiquei temerosa por causa dos índios.

A certa altura, decidimos entrar no carro. Então, meu filho Lucas se lembrou de uma ocasião em que Deus havia consertado nosso carro em resposta a uma oração.

– Mãe – ele disse –, assim como Deus consertou o carro, também poderá colocar álcool no tanque.

Ó, meu Deus, honra a fé do meu filho, pois não tenho tamanha fé, orei em pensamento.

Em seguida, nós oramos juntos e, quando terminamos, ele disse:

– Mãe, pode girar a chave. Deus já colocou o álcool.

Girei a chave, e nada. Oramos pela segunda vez, mas nada aconteceu. Então sugeri que cantássemos o hino “O Anjo do Senhor”, meditando nas palavras.

Quando terminamos, meu filho disse com toda a firmeza que eu deveria girar a chave porque Deus já havia abastecido o carro.
Ao virar a chave na ignição, o carro funcionou! Agradecemos a Deus e tomamos a estrada. Como estava deserta, parecia que era só nossa.

Minha filha manifestou sua preocupação em nos desecontrarmos com o papai. Eu a tranquilizei porque se Deus havia providenciado o combustível, também trabalharia para que aquilo não acontecesse.

De repente, o carro parou e precisei encostar. Foi então que avistei meu marido vindo com o socorro. Ele ficou surpreso quando relatamos o acontecido. Com a ajuda de alguém, ele havia conseguido comprar álcool e levá-lo em garrafinhas.

O motorista disse que o local onde ele descreveu que estávamos era muito perigoso e que tivemos sorte de não sermos atacados por alguém.

Eu respondi com muita convicção que não havia sido sorte. Tínhamos sido protegidos por Deus. Quando você sentir medo, lembre-se de que Deus envia anjos para protegê-la.

Nestrar Alves de Campos

Sonhando alto - IJ

Aí o povo começou a reclamar contra Moisés, mas Calebe os fez calar e disse: − Vamos atacar agora e conquistar a terra deles; nós somos fortes e vamos conseguir isso! Números 13:30

O povo de Israel foi liberto de forma milagrosa da escravidão do Egito. Eles atravessaram a pé o Mar Vermelho, foram alimentados pelo maná, receberam as tábuas dos Dez Mandamentos, construíram o santuário e viram a manifestação gloriosa do Senhor.

Quando chegaram à fronteira da Terra Prometida, Moisés escolheu doze espias para trazer informações sobre o local que iriam conquistar. Ao retornar da missão, que durou quarenta dias, eles voltaram dizendo que a terra era muito boa, mas seria impossível conquistá-la, pois seus habitantes eram fortes e havia descendentes de gigantes. Além disso, as cidades eram grandes e cercadas por muralhas.
Após o relatório pessimista, o povo começou a reclamar. Calebe, que era um dos doze espiões, levantou-se e disse:

− Vamos atacar agora. Somos fortes e podemos vencer!

Ele tinha uma visão otimista, pois sabia que ao lado do povo de Israel estava o Senhor dos Exércitos. Calebe sabia que antes da conquista vem a crença na vitória.

O escritor francês Anatole France publicou a seguinte frase: “Para realizar grandes conquistas, devemos não apenas agir, mas também sonhar; não apenas planejar, mas também acreditar.” Quantas vezes você desistiu por achar que o desafio seria invencível? Quantas vezes não quis estudar por achar que a matéria era muito difícil? Quantas vezes abriu uma prova e pensou: “Vou tirar zero?”

Não desanime diante das batalhas, pois o cristão deve agir sempre tendo como base o poder de Deus. Ouse sonhar alto e acreditar na vitória, porque você não está lutando sozinho. Não é apenas uma questão de pensamento positivo, mas de viver de maneira otimista, com a certeza de que o Todo-Poderoso está ao seu lado e lhe concederá vitória. Por isso, vá em frente e sonhe alto!

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Deus Usa Até Nossos Erros - MD

O Senhor Deus me disse: “Eu lhe ensinarei o caminho por onde você deve ir; Eu vou guiá-lo e orientá-lo.” Salmo 32:8, NTLH

Servimos a um Deus cheio de graça. Se eu precisasse lidar com pessoas que não conseguem enxergar os próprios erros, provavelmente as ignoraria ou as faria pagar o preço por seus problemas. Com certeza, não as abençoaria apesar de seus erros. Todos podemos ser gratos porque Deus não é como nós. O Deus a quem servimos nos abençoa a despeito de quem nós somos. O evangelho nos ensina que o Senhor usa até mesmo nossos erros.

Foi isso que aconteceu na experiência da porta fechada. Os guardadores do sábado defendiam um erro teológico grave e óbvio. Afinal, durante o período da porta fechada da história do adventismo, eles criam que o alcance evangelístico do movimento se restringia àqueles que haviam aceitado a mensagem milerita dos anos 1830 e início da década de 1840, uma vez que a porta da graça se encontraria fechada para todos os outros.

No entanto, Deus usou esse erro para o bem do movimento. Primeiro, Ele orientou o pequeno grupo de guardadores do sábado a usar aquele período da história para construir uma base teológica sólida. Assim, gastaram um pouco dos escassos recursos em evangelismo até terem uma mensagem. Segundo, depois de desenvolverem sua identidade teológica, restringiram o evangelho aos outros mileritas, dos anos 1848 a 1851. Foi só depois de firmarem um alicerce teológico sólido e um significativo grupo central de membros é que eles passaram a evangelizar a população em geral e posteriormente os confins da Terra.

Ao recordar a era da porta fechada na história do adventismo, considero-a uma etapa necessária para o desenvolvimento do movimento. Deus estava guiando Seu povo passo a passo para a construção de uma plataforma firme, a partir da qual lançaria uma missão “a cada nação, e tribo, e língua, e povo” (Ap 14:6).

Deus nos abençoa de diversas maneiras. Esse é o evangelho, as boas-novas.

E você, amigo? Tem paciência com os que demoram a aprender? Será que nós temos o mesmo espírito? Será que o desejamos? Desafio cada um de nós hoje a aplicar a graça divina em nosso viver diário com a esposa, o marido, os filhos e membros da igreja.

Ajuda-nos, Pai, a ser uma bênção, uma inspiração positiva até mesmo quando as pessoas ao nosso redor cometem erros sérios.

O Senhor é Nosso Refúgio - MM

O Senhor é bom, um refúgio em tempos de angústia. Ele protege os que nEle confiam. Naum 1:7

Meu esposo e eu recebemos um convite de uma família amiga para passar o dia em um belo lugar próximo a uma praia no sul de Santa Catarina. Minha filha mais velha, de dois anos de idade na época, estava feliz ajudando a cuidar da irmã mais nova, que tinha apenas nove meses de vida, enquanto eu preparava os materiais que iríamos levar.

O sol estava brilhando e o dia era perfeito para um passeio em família. Quando chegamos ao lugar tão esperado por todos, a alegria foi total. Brincadeiras, preparação para o almoço, confraternização com os amigos, tudo indicava que o dia seria maravilhoso!

Enquanto eu e minha amiga preparávamos o almoço, ouvimos alguém chamando pelo meu nome. Rapidamente corri na direção de minha sobrinha e a encontrei segurando em seus braços minha filhinha de nove meses. Não sabia o que estava acontecendo. Nem imaginava que estava iniciando uma jornada de sofrimento. Peguei a criança nos braços e percebi que ela estava tendo uma convulsão. Estávamos longe da cidade e necessitávamos de um médico. Então me lembrei do Médico dos médicos: Jesus. Orei pedindo que salvasse minha filha.

Essa foi a primeira de várias outras crises convulsivas. Muitas vezes, busquei refúgio no Senhor e bondosamente Ele me ouviu. Aos 5 anos de idade, não houve mais necessidade de minha filha tomar remédios. Ela estava curada!

Faz mais de uma década que isso aconteceu. Quando me lembro do que Deus fez e o que pode fazer por nós, logo vem à minha mente o verso bíblico de hoje. O Senhor é bom, fortaleza no momento de angústia. Ele conhece os que nEle se refugiam. Então eu agradeço. Esse é o verso que ensinei a ela, para que nos momentos de dificuldades também se lembrasse de que existe um Deus pronto para nos ajudar.

Como está sua vida? Você está passando por problemas? Enfrentando dificuldades? O melhor lugar para nos refugiar quando as dificuldades nos cercam é em Jesus. Experimente entregar ao Senhor neste novo dia suas preocupações, seus temores, seus problemas. Deixe que Ele os solucione para você. Deus é bom demais para nos negar aquilo que mais necessitamos.

Marli Knöner Peyerl

No chão - IJ

Mas, se confessarmos os nossos pecados a Deus, Ele cumprirá a Sua promessa e fará o que é correto: Ele perdoará os nossos pecados e nos limpará de toda maldade. 1 João 1:9

Meu mundo literalmente virou de cabeça para baixo quando capotei aquele carro. Era noite e havia acabado de chover. Eu trafegava por uma estrada de terra enlameada e, quando cheguei a um trecho de asfalto, tomei uma decisão nada inteligente: “Vou acelerar o carro para limpar os pneus!”

De fato, acelerei. Com uma velocidade considerável, o carro voou em um declive de uma das principais avenidas da minha pequena cidade. Quando acionei o freio, não senti nenhum atrito. Ao contrário, parecia que eu avançava ainda mais rápido. Em desespero, apertei a embreagem e o freio com toda força, e esse foi meu maior erro!

O veículo deslizou na pista molhada, e bateu lateralmente em uma lombada. O impacto, somado à velocidade, fez com que se iniciasse a capotagem. Naquele momento, eu já não tinha mais nenhum controle enquanto girava para todos os lados, ouvindo sons de lataria batendo e se arrastando. Não sei quantas voltas o veículo deu naquela hora, mas pareciam intermináveis. Ele começou a deslizar de lado, o que me jogou sobre a janela do motorista. Foi então que o vidro se rompeu, e meu braço esfolou no asfalto. Por proteção e graça divinas, não fui levado para debaixo do carro.

No fim da capotagem, eu estava bem machucado. Saí por uma das janelas quebradas e olhei para a rua vazia. Em minha mente havia um único pensamento: “Quero meu pai!” Corri por algumas quadras, ensanguentado, até chegar onde ele estava. Quando meu pai me viu, veio ao meu socorro. Ele não queria saber do veículo naquele momento, apenas cuidou de mim.

Há situações em que acontece o mesmo em nossa vida espiritual. Viramos de cabeça para baixo, somos chacoalhados pelo pecado e jogados ao chão. Caídos, não é fácil levantar com o peso, a dor, as manchas e a culpa do pecado.

Entretanto, se um dia esse momento chegar a sua vida, permita que um único pensamento tome conta do seu coração: “Quero meu Pai!” Você saberá onde encontrá-Lo. Deus o abraçará, cuidará de seus ferimentos, perdoará seus erros e o limpará de toda maldade.

domingo, 12 de abril de 2015

Mudança Sobre a Porta Aberta – 1 - MD

Eis que tenho posto diante de ti uma porta aberta. Apocalipse 3:8

Os primeiros guardadores do sábado eram adventistas da “porta fechada”. Miller tirou a expressão “porta fechada” de Mateus 25:10, para referir-se ao fim do tempo da graça, antes da chegada do Noivo. Outra forma de expressar é dizer que Miller acreditava que todas as pessoas já terão tomado uma decisão a favor ou contra Jesus antes de Sua segunda vinda e que não haverá uma segunda chance após esse acontecimento. Trata-se de um ensino bíblico sensato.

Entretanto, a concepção de Miller acerca da porta fechada tinha um problema embutido. Ele havia relacionado o segundo advento ao fim das 2.300 tardes e manhãs de Daniel 8:14. Portanto, cria que, no final de 1844, a porta da graça havia se fechado, no dia 22 de outubro, e, por isso, a obra de pregar o evangelho aos pecadores terminara. Assim, mais nenhum pecador se converteria.

Todos os primeiros adventistas guardadores do sábado, sem exceção, acreditavam na ideia da porta fechada. Contudo, conforme vimos anteriormente, o estudo da Bíblia logo os levou a concluir que a purificação do santuário não era o segundo advento, mas estava ligada ao ministério de Cristo no santuário celestial.

Naquele momento, eles se viram tentando sustentar uma teologia que não se encaixava mais. Haviam mudado a interpretação da purificação do santuário, porém não reinterpretaram o instante do fechamento da porta. No entanto, a transformação de uma crença exigia a mudança da outra, mas tal ideia não ficou clara de imediato para os guardadores do sábado.

Foi só no início dos anos 1850 que eles chegaram a uma posição harmônica sobre o assunto. Entretanto, a mudança não ocorreu a princípio por terem percebido que erraram. Em vez disso, enfrentaram outro problema que não se resolvia. Quer gostassem quer não, continuavam a receber conversos que não haviam passado pela experiência milerita. A princípio, pensaram que deveriam se recusar a batizá-los. Isso aconteceu com Joseph H. Waggoner, que mais tarde se tornou um líder ministerial dos adventistas do sétimo dia.
Foi a realidade desses conversos que levou os guardadores do sábado de volta à Bíblia para reestudar o assunto. No fim de 1851, perceberam o erro cometido. O resultado foi a conclusão de que verdadeiramente a porta da graça se fecharia antes do advento, mas que tal evento ainda estava por ocorrer. Esse insight abriu as portas para que a mensagem fosse espalhada a todos.

É realmente bom saber que Deus nos guia mesmo em meio a nossas confusões!

Não Andem Ansiosos - MM

Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o coração e a mente de vocês em Cristo Jesus. Filipenses 4:6, 7

No fim de 1995, passei por momentos muito difíceis em minha vida. Saí da empresa pública onde havia trabalhado por 12 anos e resolvi que seria dona do próprio negócio. Com o dinheiro da indenização recebida, abri uma livraria de produtos evangélicos. Como não tinha experiência, minha empresa só conseguiu sobreviver por dois anos. Diante disso, fiquei sem a empresa, sem emprego, sem indenização e com muitas dívidas a pagar. Além de tudo isso, descobri que estava grávida do terceiro filho.

Mesmo já conhecendo a Cristo Jesus havia seis anos, entrei em pânico. Muitas inquietações me atormentavam. Como pagaríamos as dívidas contraídas com fornecedores? Como iríamos sustentar mais um filho? Foi muito difícil aceitar aquela dura prova. Não conseguia orar, apenas chorar na presença de Deus. Meu esposo saía de casa, eu estava chorando. Quando ele voltava para casa, eu continuava chorando.

Certo dia, uma amiga me convidou para participar de uma reunião de oração em uma pequena igreja, todos os dias às quatro da manhã. Aceitei o convite e, desde o dia em que passei a participar das reuniões, comecei a ficar calma e tranquila. A paz de Deus começou a reinar no coração e passei a apresentar a Deus todas as minhas dificuldades.

Após dois meses, minha vida começou a mudar. Conseguimos pagar todas as dívidas com um dinheiro extra que a empresa do meu esposo pagou a todos os funcionários. Minha filhinha Rebeka nasceu com saúde e, após seu nascimento, meu marido recebeu uma promoção que quase dobrou seu salário. Quando ela estava com sete meses, comecei a trabalhar novamente. Passaram-se dois anos, prestei concurso e fui aprovada para trabalhar em uma empresa pública. Louvado seja Deus. Ele é fiel!

Tudo o que nos angustia, tudo o que nos inquieta, levemos até Ele por meio da oração e súplica e Ele nos atenderá, pois para Deus nada é impossível.

Aurora Leonor Oliveira Ferreira

Erros - IJ

Esquecerás os meus pecados e apagarás os meus erros. Jó 14:17

Camila era extremamente autoconfiante. Líder nata e com uma capacidade sem igual, ela administrava uma empresa multinacional, impulsionando as vendas a resultados nunca vistos antes. Por dez anos, ela esteve à frente da companhia, alcançando lucros expressivos para todos os acionistas, além dos avanços para a marca que representava.

Certa ocasião, em uma sala situada no topo de um grande arranha-céu, Camila dirigia uma reunião de sócios, decidindo o próximo passo que tomariam para que suas ações e empreendimentos tivessem ainda mais valor. Ela defendia uma negociação que, de acordo com suas previsões, traria ganhos jamais imaginados.

Todos acataram sua opinião e aceitaram a proposta. De forma surpreendente, esse contrato resultou em uma perda financeira que quase faliu a multinacional. Foi o primeiro erro de Camila e, como consequência, ela foi demitida.

A partir desse fato, a notável executiva nunca mais voltou a um cargo de diretoria, pois ninguém confiava naquela que, um dia, fora responsável por uma grande crise na empresa em que trabalhava. Ninguém se importaria com as numerosas vezes em que havia acertado, mas sempre se lembrariam de seu erro.

Já notou que você pode ser bem-sucedido várias vezes, e ninguém lhe diz nada? Agora, experimente errar apenas uma e, provavelmente, irão condená-lo por um bom tempo. Parece até que ninguém vê quando acertamos; porém, quando erramos, ninguém se esquece.

Felizmente, Deus não é assim. Quando você peca e pede perdão, Ele joga suas transgressões nas profundezas do mar (Miqueias 7:19). Isso significa que o Senhor não tem prazer em ficar rememorando seus erros ou evitando lhe dar novas oportunidades. Não há condenação para pecados perdoados; e, quando você se apresentar diante dEle no dia do juízo, Deus não fará você se lembrar de suas faltas.

Você tem pecados? Confesse-os ao Senhor. Ele o perdoará e renovará Suas grandes promessas para você.

sábado, 11 de abril de 2015

Alternativa à Marcação de Datas – 2 - MD

Em verdade vos afirmo que, sempre que o fizestes a um destes Meus pequeninos irmãos, a Mim o fizestes. Mateus 25:40

Como ser um adventista fiel? Essa é a pergunta crucial. Os discípulos e os primeiros cristãos, como muitos de nós atualmente, queriam passar o tempo todo em empolgação emocional. No entanto, Jesus procurou direcionar a atenção deles a uma esfera mais sóbria do viver cristão no mundo cotidiano.

Ontem encerramos com a parábola das ovelhas e dos cabritos, em Mateus 25:31-46. Ellen White compreendeu o sentido das palavras de Cristo ao escrever: “Assim descreveu Cristo aos discípulos, no monte das Oliveiras, as cenas do grande dia do juízo. E apresentou sua decisão como girando em torno de um ponto. Quando as nações se reunirem diante dEle, não haverá senão duas classes, e seu destino eterno será determinado pelo que houverem feito ou negligenciado fazer por Ele na pessoa dos pobres e sofredores. [...] Aqueles que Cristo louva no juízo, talvez tenham conhecido pouco de teologia, mas nutriram Seus princípios. Mediante a influência do divino Espírito, foram uma bênção para os que os cercavam. Mesmo entre os gentios existem pessoas que têm cultivado o espírito de bondade; antes de lhes haverem caído aos ouvidos as palavras de vida, acolheram com simpatia os missionários, servindo-os mesmo com perigo da própria vida. Há, entre os gentios, pessoas que servem a Deus ignorantemente, a quem a luz nunca foi levada por instrumentos humanos; todavia não perecerão. Conquanto ignorantes da lei escrita de Deus, ouviram Sua voz a falar-lhes por meio da natureza, e fizeram aquilo que a lei requeria. Suas obras testificam que o Espírito Santo lhes tocou o coração, e são reconhecidos como filhos de Deus” (DTN, p. 637, 638).

O Espírito Santo tem tocado seu coração? Onde está seu foco como adventista? Na empolgação do último pregador que convence a igreja da proximidade do advento? Ou no “dever presente” enquanto aguardamos tal acontecimento?

Devo admitir que, por definição, a empolgação é mais cativante; porém, o “dever presente” é mais cristão.

De acordo com Jesus, o verdadeiro adventista não é aquele que só consegue pensar em como a vinda de Cristo está próxima, mas, sim, aquele que vive o amor de Deus enquanto espera, aguarda e vigia a chegada desse dia.

Hoje, meu amigo, Jesus quer que cada um de nós dedique mais uma vez a própria vida à missão de ser cristãos neste mundo, enquanto aguardamos o vindouro.

Perto de Deus na Provação - MM

Por isso não tema, pois estou com você; não tenha medo, pois sou o seu Deus. Eu o fortalecerei e o ajudarei; Eu o segurarei com a Minha mão direita vitoriosa. Isaías 41:10

Desde os dois anos de idade, minha filha tinha pneumonia com frequência. Por falta de informação a respeito das consequências da doença, eu sempre cuidava da Viviane sem buscar exames mais específicos.

Quando nos mudamos para o Tocantins, ela já tinha 12 anos, e a frequência das pneumonias se intensificou. A cada dois ou três meses, Viviane tinha uma crise. Então eu fui em busca de respostas. O resultado foi arrasador. Ela tinha bronquiectasia, uma doença que, se não identificada a tempo, causa necrose no pulmão. Viviane já havia perdido quase todo o pulmão esquerdo.

Nenhum dos hospitais de Palmas tinha os recursos para o tratamento exigido. O jeito foi recorrer aos hospitais de Brasília. Além dos gastos com exames e tratamentos caros, teríamos que arcar com despesas de viagem e estadia. Isso preocupava tanto a mim quanto a meu marido.

Naquela época, eu não frequentava nenhuma igreja, e meu esposo estava afastado da Igreja Adventista fazia alguns anos. Eu sabia que precisava me apegar a Deus para vencer as dificuldades. Tive fé e orei: “O Senhor não me deu essa menina para chorar. Sei que o Senhor quer que ela seja uma fonte de alegria. Acredito que o Senhor vai tomar conta dela.” Quando tive essa certeza, as coisas começaram a acontecer: os exames foram realizados em menos de 15 dias, e a cirurgia marcada para o mês seguinte. No entanto, o melhor estava por vir.

Conheci uma senhora cristã que defendia a reforma de saúde. Quando ela soube da situação, deu-me instruções sobre hábitos alimentares. Resolvi tentar. Em apoio a Viviane, a família inteira aderiu à nova dieta.

Faltando apenas três dias para a cirurgia, foram realizados novos exames. Estávamos prontos para a intervenção, mas o médico me chamou e disse que a radiografia mostrava o pulmão grandemente recuperado. A necrose havia regredido tanto que a cirurgia não era mais necessária, e a equipe havia decidido seguir com um tratamento mais simples.

Eu e minha família sabíamos que a fé em Deus e a alimentação saudável haviam sido responsáveis por esse resultado. Agradecidos a Deus, decidimos receber estudos bíblicos. Durante meses, nós investigamos a Bíblia e, dentro de um ano, estávamos batizados. Viviane ainda tem parte do pulmão esquerdo comprometido, mas a doença nunca mais avançou.

Hoje, eu sei que Deus não permite que ninguém sofra mais do que pode suportar. Que nada acontece sem que Ele permita. E a nossa provação nos aproximou dEle e uniu nossa família.

Gladys Riveros

Caixas de riso - IJ

Mas, quanto a você, Ele encherá de riso a sua boca e de brados de alegria os seus lábios. Jó 8:21, NVI

Dona Matilde tricotava na sala de casa e, olhando ao redor, pensava sobre como o mundo havia mudado nos últimos anos. No centro da sala, a netinha estava diante de uma TV imensa, rindo, batendo palmas e rodopiando ao som de um programa musical. Mais ao fundo, o neto adolescente gargalhava na frente de um notebook, e a vovó achou que ele devia estar assistindo a algo realmente muito engraçado, de tanto que ria.

Estirada no sofá ao lado, a neta mais velha colocava os dedos na tela de um pequeno aparelho, sorria e chacoalhava a cabeça, positiva ou negativamente. “Do que ela tanto ri para essa coisinha nas mãos dela?”, pensou a idosa mulher.

− No meu tempo não havia essas coisas – disse a avó sem tirar os olhos do tricô. Os três netos olharam surpresos para ela. Dona Matilde continuou:

–Nós ríamos uns com os outros, contando histórias e engraçadas. Não tínhamos essas caixas de riso.

Não sou idoso como dona Matilde; porém, na minha adolescência, também não tínhamos as tais “caixas de riso” como celulares, tablets ou notebooks. Nós nos divertíamos entre amigos, rindo muito do que um ou outro contava.

Pense nas seguintes questões: Onde você estava quando deu sua última gargalhada? Sua última longa conversa com alguém foi por meio de algum aparelho eletrônico? Você prefere ficar procurando memes e vídeos engraçados na internet ou ouvir colegas e familiares contando histórias interessantes?

A internet pode ajudar em muitos aspectos, mas tem prejudicado consideravelmente o relacionamento entre as pessoas. Temos, às vezes, perdido o contato com quem amamos – ou com quem podemos amar – de verdade.

O poeta Diego Saldanha compôs os seguintes versos de uma música cantada por Pedro Mariano: “Eu espero que você não esqueça que eu te contava histórias que valiam risos e memórias tão sinceras.” Sentar em família ou entre amigos, compartilhando histórias, geralmente resulta em risos e memórias que ficarão para sempre.

Saia da caixa de risos. Pare por um momento de sorrir sozinho na frente de uma tela de vidro e desfrute a companhia real das pessoas ao redor. Sorrir com elas é infinitamente melhor!