Pois não faço o bem que quero, mas justamente o mal que não quero fazer é que eu faço. Romanos 7:19
O homem cambaleou e caiu de sua antiga bicicleta. Davi trafegava distraído e quase passou por cima dele com o carro. Assustado, estacionou o veículo, desceu, e olhou para o ciclista estirado no chão, próximo ao meio-fio. Era um homem todo sujo, vestido com roupas velhas e desgastadas. O mau cheiro podia ser sentido a distância.
A primeira reação de Davi foi a de ajudar o acidentado; mas, agora, vendo-o de perto, pensou: “É só um bêbado!” Parou de caminhar em direção a ele e racionalizou: “Eu não tenho nada com a queda dele. Ele caiu de tão bêbado que está.” Davi voltou ao carro e seguiu seu caminho, sem ajudar o pobre homem.
Quantas vezes você sentiu o impulso de ajudar alguém e depois desistiu? Quantas vezes pensou em dizer palavras de apoio para uma pessoa da família, ou para um amigo da sala de aula, e não teve coragem de falar? Quantas vezes quis fazer uma boa ação, mas não a fez?
O pensador alemão Johann Goethe certa vez disse: “É fácil pensar, é difícil agir, mas agir segundo o próprio pensamento é o mais difícil.” Segundo ele, é muito simples idealizar ações; é fácil desejar fazer o bem, mas é difícil agir de acordo com tal pensamento.
A timidez, a vergonha, o medo, o orgulho e o senso de incapacidade são alguns dos motivos que nos impedem de agir de acordo com o ideal moral. Por isso, o apóstolo Paulo afirmou que o bem que queria fazer, ele não fazia. O mal, por outro lado, parecia-lhe algo natural. Isso ocorre porque possuímos uma natureza pecaminosa, ou seja, voltada ao egoísmo.
É necessário que aprendamos a fazer o bem, praticando o que é certo, ajudando quem está necessitado e lutando por justiça não só para aqueles que merecem, mas para os que dela precisarem.
Coloque no coração a vontade de fazer o bem e tenha a ousadia de agir de acordo com bons propósitos.
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