domingo, 29 de março de 2015

“Siga Aquele Carro” - MM

Na minha angústia clamei ao Senhor, e Ele me ouviu. Salmo 120:1, ARC

Era uma quinta-feira, 29 de março de 1995. Meu esposo era pastor de seis igrejas em Campinas, entre elas a do parque Santana, na qual pregava todas as quintas. Naquela noite, não o acompanhei, pois teria que levantar muito cedo no dia seguinte.

Aproximadamente às 22h, o telefone tocou. Era a Solange, esposa do ancião, que, com voz trêmula, me informou que um bandido armado com uma pistola havia sequestrado meu marido na porta da igreja.

Em desespero, com meu filho Thiago, eu me ajoelhei e supliquei a Deus proteção para meu esposo. Busquei o auxílio do pastor Wilson Sarli e de sua esposa Eni, que eram nossos vizinhos de apartamento. Ele era também o presidente da Associação. Enquanto o pastor Wilson se dirigiu ao distrito policial, sua esposa ficou conosco orando e procurando nos acalmar.

O telefone tocou e nos informaram de que o carro já havia sido encontrado; porém, meu esposo ainda não. Pensei no pior. Em desespero, clamamos a Deus por socorro, pois era tudo o que podíamos fazer. Os minutos pareciam ser eternos. Então, o telefone tocou de novo. A Sra. Eni atendeu e, para nosso alívio, fomos informados de que meu marido se achava são e salvo na delegacia, prestando depoimento.

Chegando à nossa casa, meu esposo contou sobre seu maravilhoso livramento. O bandido queria o dinheiro da igreja. Ao constatar que meu esposo não o levava consigo, ele ficou furioso e jurou: “Quem não me dá lucro, morre! Vou acabar com você!” Gritando e falando palavrões, ele ficava repetindo que o mataria. Meu esposo apenas orava e aguardava a intervenção divina.

Saindo da rodovia, o bandido enveredou por um beco escuro, próximo a uma favela onde costumavam “desovar” cadáveres. Corria como louco, até que, perdendo a direção, caiu dentro de um córrego ali existente. A porta se abriu e ele caiu para dentro do córrego, dando oportunidade para meu marido tentar fugir. Ao sair do carro, meu esposo se deparou com outro veículo, do qual saíram quatro homens gritando: “Polícia! Ninguém se mexa!” Houve troca de tiros, mas o bandido conseguiu escapar, protegido pela escuridão.

Ao perguntar aos policiais como haviam suspeitado do sequestro, eles responderam: “Pergunte ao sargento. Ele ficou ouvindo uma voz que dizia que seguisse o seu carro.”

O sargento, por sua vez, explicou ao meu esposo que a voz era muito clara e ele tinha certeza de que Deus lhe dera a ordem.
Nossas orações tinham sido atendidas de maneira surpreendente!

Leila Zanardi Borges

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