Que a paz de Cristo seja o juiz em seu coração, visto que vocês foram chamados para viver em paz, como membros de um só corpo. E sejam agradecidos. Colossenses 3:15
“Se pudessem ver os muitos perigos por meio dos quais vocês são guiados a salvo cada dia por esses mensageiros do Céu, a gratidão lhes brotaria do coração e encontraria expressão em seus lábios” (Ellen G. White, Conselhos Sobre Saúde, p. 384). Esse texto se concretizou em minha vida de diversas maneiras e em diferentes épocas.
Lembro-me de que, quando eu cursava faculdade e voltava tarde da noite para casa, passava por uma rua perigosa que eu precisava atravessar apressadamente, pois os veículos a cruzavam em alta velocidade.
Numa noite fria, às 23h15, ao passar por aquela rua deserta e com pouca iluminação, caí em um buraco e sofri uma contusão muscular no pé direito. A dor era imensa e, apesar de algumas tentativas frustradas, não consegui me levantar. De longe avistei um ônibus vindo em minha direção e comecei a rastejar pela rua. Quando olhei para a calçada, vi um senhor passando. Comecei a gritar e pedir socorro. Rápida e bondosamente, ele veio em minha direção, pegou-me no colo e me levou até a calçada. Depois de me recuperar do susto, levantei a cabeça para agradecer-lhe, mas não o vi mais. Olhei ao redor e, para minha surpresa, ele desaparecera.
Tantos anos depois, ainda me lembro da ajuda que recebi daquele senhor de cabelos grisalhos. Deus colocou um dos Seus mensageiros em meu caminho naquela noite.
Apesar dessa experiência, eu me afastei da igreja, pois me casei com um homem que tinha outra formação religiosa; porém, nunca deixei os princípios que aprendi quando pequena, e sempre fazia minhas orações diárias. Depois de dez anos afastada, voltei para Cristo, com meu marido e filhos. Hoje, nós participamos das atividades da igreja e eu faço parte do Ministério da Mulher.
Como naquele dia, Deus tem protegido minha família. Sinto Seu amor e Sua presença em meu lar. Às vezes, nós passamos por aflições, mas os mensageiros do Senhor nos salvam, confortam e guiam.
Ellen G. White nos lembra de que: “Embora nossos pecados mereçam condenação, Ele não nos condena. Ano após ano, tem lidado com a nossa fraqueza e ignorância, com nossa ingratidão e extravios. Apesar desses desvios, nossa dureza de coração, nossa negligência de Sua santa Palavra, Sua mão ainda se acha estendida para nós” (A Ciência do Bom Viver, p. 161).
Alessandra Greenhalgh
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