sábado, 11 de abril de 2015

Caixas de riso - IJ

Mas, quanto a você, Ele encherá de riso a sua boca e de brados de alegria os seus lábios. Jó 8:21, NVI

Dona Matilde tricotava na sala de casa e, olhando ao redor, pensava sobre como o mundo havia mudado nos últimos anos. No centro da sala, a netinha estava diante de uma TV imensa, rindo, batendo palmas e rodopiando ao som de um programa musical. Mais ao fundo, o neto adolescente gargalhava na frente de um notebook, e a vovó achou que ele devia estar assistindo a algo realmente muito engraçado, de tanto que ria.

Estirada no sofá ao lado, a neta mais velha colocava os dedos na tela de um pequeno aparelho, sorria e chacoalhava a cabeça, positiva ou negativamente. “Do que ela tanto ri para essa coisinha nas mãos dela?”, pensou a idosa mulher.

− No meu tempo não havia essas coisas – disse a avó sem tirar os olhos do tricô. Os três netos olharam surpresos para ela. Dona Matilde continuou:

–Nós ríamos uns com os outros, contando histórias e engraçadas. Não tínhamos essas caixas de riso.

Não sou idoso como dona Matilde; porém, na minha adolescência, também não tínhamos as tais “caixas de riso” como celulares, tablets ou notebooks. Nós nos divertíamos entre amigos, rindo muito do que um ou outro contava.

Pense nas seguintes questões: Onde você estava quando deu sua última gargalhada? Sua última longa conversa com alguém foi por meio de algum aparelho eletrônico? Você prefere ficar procurando memes e vídeos engraçados na internet ou ouvir colegas e familiares contando histórias interessantes?

A internet pode ajudar em muitos aspectos, mas tem prejudicado consideravelmente o relacionamento entre as pessoas. Temos, às vezes, perdido o contato com quem amamos – ou com quem podemos amar – de verdade.

O poeta Diego Saldanha compôs os seguintes versos de uma música cantada por Pedro Mariano: “Eu espero que você não esqueça que eu te contava histórias que valiam risos e memórias tão sinceras.” Sentar em família ou entre amigos, compartilhando histórias, geralmente resulta em risos e memórias que ficarão para sempre.

Saia da caixa de risos. Pare por um momento de sorrir sozinho na frente de uma tela de vidro e desfrute a companhia real das pessoas ao redor. Sorrir com elas é infinitamente melhor!

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