terça-feira, 14 de abril de 2015

Abastecido? - MM

O anjo do Senhor é sentinela ao redor daqueles que O temem, e os livra. Salmo 34:7

Estávamos viajando pelas estradas de Mato Grosso quando, sem perceber, entramos na reserva indígena. Não sabíamos que era o último posto de combustível, então passamos decididos a abastecer no próximo.

O combustível já estava na reserva. A estrada era deserta. O carro parou, pois o tanque ficou vazio. Tentamos balançar o tanque, mas nada adiantou.

Pensei: “Meu Deus, o que vamos fazer agora? Estamos com duas crianças!” Foi aí que percebemos onde estávamos. Após alguns minutos, apareceu a uma longa distância um carro com alguns homens na carroceria.

Meu marido disse que iria com eles buscar ajuda e, enquanto isso, eu deveria ficar com as crianças esperando. Concordei, mas minhas pernas começaram a tremer à medida que começava a escurecer. Fiquei temerosa por causa dos índios.

A certa altura, decidimos entrar no carro. Então, meu filho Lucas se lembrou de uma ocasião em que Deus havia consertado nosso carro em resposta a uma oração.

– Mãe – ele disse –, assim como Deus consertou o carro, também poderá colocar álcool no tanque.

Ó, meu Deus, honra a fé do meu filho, pois não tenho tamanha fé, orei em pensamento.

Em seguida, nós oramos juntos e, quando terminamos, ele disse:

– Mãe, pode girar a chave. Deus já colocou o álcool.

Girei a chave, e nada. Oramos pela segunda vez, mas nada aconteceu. Então sugeri que cantássemos o hino “O Anjo do Senhor”, meditando nas palavras.

Quando terminamos, meu filho disse com toda a firmeza que eu deveria girar a chave porque Deus já havia abastecido o carro.
Ao virar a chave na ignição, o carro funcionou! Agradecemos a Deus e tomamos a estrada. Como estava deserta, parecia que era só nossa.

Minha filha manifestou sua preocupação em nos desecontrarmos com o papai. Eu a tranquilizei porque se Deus havia providenciado o combustível, também trabalharia para que aquilo não acontecesse.

De repente, o carro parou e precisei encostar. Foi então que avistei meu marido vindo com o socorro. Ele ficou surpreso quando relatamos o acontecido. Com a ajuda de alguém, ele havia conseguido comprar álcool e levá-lo em garrafinhas.

O motorista disse que o local onde ele descreveu que estávamos era muito perigoso e que tivemos sorte de não sermos atacados por alguém.

Eu respondi com muita convicção que não havia sido sorte. Tínhamos sido protegidos por Deus. Quando você sentir medo, lembre-se de que Deus envia anjos para protegê-la.

Nestrar Alves de Campos

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